quarta-feira, abril 8

Um coelho - anão...é verdade!

[A partir de hoje, tudo pode acontecer! Cedi e, agora, pronto! Mas como não ceder a um pedido da E.? Não tenho blog e tal... (um sem-blog é como um sem-terra, já repararam, claro!) e preciso Marta querida, querida Marta (aqui eu ainda não sabia o que ela ia pedir, mas já tinha decidido que sim) que publiques este texto, no teu blog, que escrevi para o Alfredo, (eu pensei, assim, tipo, é uma carta de amor, apaixonou-se...) o coelho da minha irmã!!!! Ganhou um prémio e ela está tão feliz e... pronto. Como não publicar o texto sobre o Alfi... (para os amigos ) e ...pelos amigos! Sim. A partir de hoje tudo pode acontecer. Neste blog! Deixo-vos, com o texto da E.]

Agora, confesso-me, até eu gosto do Alfredo. Eu, que resisti a todas as suas tentativas de aproximação. Eu, que só não o comi, porque me restam alguns princípios e algum (pouco) bom senso. Eu, que numa tentativa de o diminuir, sempre lhe chamei rato – ou ratazana – às vezes. O Alfredo é um coelho. Um senhor coelho. Agora, o mais medalhado elemento da família F. Discreto, com gostos muito próprios e vincados por cabos e carregadores de telemóveis. É um coelho receptivo às novas tecnologias. Propenso a saltar para os teclados dos computadores e com as suas patinhas (sim, agora já não são patorras), a escrever frases inteiras de carinhos coelheiros. Eu, comum mortal da raça humana, não poderei nunca entender os seus saltos mortais para trás do sofá, ou o porquê de insistir em comer folhas de papel, cartão e fichas eléctricas. Tão pouco, o seu descontrole intestinal que chega a ser assustador. Intrigam-me também as suas poses de múmia, quando entra em transe e nem um tufão o faz mexer. Aliás, foi num desses seus momentos Zen, que a máquina fotográfica captou o instante que viria a ser premiado. Tenho tido vários arrufos com o Alfredo. Verdadeiros braços/patas de ferro. Ele, às vezes, irrita-me solenemente. Faz barulhos estranhos enquanto tento escrever. Olho para ele, enfurecida, e ele cala-se. Volto a escrever, e ele recomeça... Salta que é uma coisa louca! E, diga-se, só estou com ele aos fins-de-semana. A primeira vez que o vi, não consegui perceber muito bem onde começava e onde acabava. Ou melhor, qual era a parte dianteira e traseira. Talvez o problema não seja dele. Não deve ser de certeza. Até porque ele já ganhou um prémio de beleza e eu não. Apesar disso, temos algumas características em comum: somos Sagitários, somos roda baixa, gostamos de cenouras, gostamos de escrever, e a mãe dele até tem o mesmo nome que eu. O pai chama-se Patusco, o que me leva a crer, que terá também algumas semelhanças com o que o futuro me reserva. De resto, o Alfredo é o Alfredo. Um coelho-anão, que ontem conseguiu fazer-me rir quando a tarde ameaçava dilúvios. Alfredo, estou contigo! E faço o apelo: vamos eleger este coelho como o melhor do ano! Todos juntos, em nome desse sentimentalismo coelheiro que nos une, nesta altura da Páscoa! Bem haja ao Alfredo e à P., a minha mais preciosa caixinha de surpresas. E.

5 Comments:

Claudia Sousa Dias said...

muito bem, E.


tem de ter um blog teu, tb miúda...


beijos

csd

K said...

Alfredo!! Estou contigo para o que der e vier!

Cumprimentos à mãe do bicho, que só muito carinho e amor é que esse coelho-anão é o que é hoje!

Beijo à Marta e E., patrocinadoras deste belo momento!

Paula said...

Tão lindo o coelho. Se as minhas filhas vêem isso vão pedir um. É melhor não verem...
bj:)

Anónimo said...

É o chamado coelho da Páscoa?

sonja valentina said...

parabéns ao Alfi (onde é que já vão as confianças...) e ao E.!
quanto a ti, marta, fizeste muito em decidir pela publicação. era uma pena, sobretudo, não ficar a conhecer a foto que levou a que o Alfredo fosse eleito o Coelho Anão do Mês!
M U I T O B O M!!!!!