quarta-feira, abril 8

Deixa-me ser

Deixa-me ser assim só/ Ser nuvem, ser dó/Ser vento, ser norte/ Ser alma, ser sorte/ Ser dia nenhum/ Deixa-me ser margem/ Do rio que sou/ Ser rua estreita/ De qualquer viela/Ser barco à vela/ Do mar que não vejo

Imagem: Armindo Moreira

14 Comments:

Claudia Sousa Dias said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Claudia Sousa Dias said...

imagem e palavras em perfeita sintonia!
Não se vê o mar, de facto. Vê-se o Douro e o barco à vela....a foto é lindíssima e apetece mesmo embarcar e partir com o vento...


parabéns à poeta e ao fotógrafo!


csd

Paula said...

A mim apetecia-me ficar sentada a observar essa bela paisagem...
Abraços

PAS[Ç]SOS said...

Sê rio de vento
margem de dia sem sol
em cada rua qu’invento
sonata em mi bemol
Sê vela de barco sem mar
rio correndo para norte
alma na viela a desaguar
Sê tu! Sê tua sorte!

Anónimo said...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
meio_desligado said...

Para quem gostou da fotografia, nada com estar mesmo lá.
Primeira vez por aqui, beijinho

james p. said...

Lindo poema,Marta,Parabéns.feliz páscoa.abraço do james.

Lobinho said...

LINDO

CA said...

Tantos falam do mar. Mas quem o conhece? Quem anda com ele? Quem quer conhecê-lo e não apenas olhá-lo? De longe.

Dalaila said...

ser vento e ser norte, ainda te vou roubar este texto... que toca na pele.

Anónimo said...

Aclive!!??!
É pois é?

Maria Benedita

Objectiva.Mente said...

Fica aqui o aviso de que um dia destes serei eu a "roubar-te" o poema.

~pi said...

ser pássaro

promessa de voo ~

( deixa-me...

de olhos-fechados,




~

Marta said...

Nada a declarar :) abraço-vos.
e sorrio.