sexta-feira, maio 29

Poema VIII



[...]

como ter-te procurado tanto


que haja qualquer coisa quebrada


como percorrer uma estrada


com memórias a cada canto





como os lábios prendem o corpo


como o copo prende a tua mão


como se o nosso louco amor louco


estivesse cheio de razão





e como se a vida fosse o foco


de um baço lento projector


e nós dois ainda fôssemos pouco


para uma tempestade de cor





um ao outro nos fôssemos pouco
meu amor meu amor meu amor





Mário Cesariny in Manual de Prestidigitação, pag.81, Assírio & Alvim
imagem: Pedro Moreira

7 Comments:

PAS[Ç]SOS said...

poder-se-á ser tanto sendo tão pouco...
poder-se-á parecer ser tão pouco sendo tanto...
a paixão é uma tempestade de quantidades.

Paulo said...

Sentiremos sempre ser pouco na "tempetade da cor". Lindo poema, belíssima fotografia. Parabéns.

Claudia Sousa Dias said...

lindo...lindo...lindo...


beijos, minha querida amiga.


csd

Su said...

gostei mto desta tua escolha


jocas maradas, meninaaaaaaaaaaaa

Zaclis Veiga said...

Muito lindo amiga.
Beijos

Maria Emília said...

O poema corre pela estrada ao encontro da loucura da paixão e sem se darem conta fundem-se um no outro.
Um beijinho,
Maria Emília

Paulo - Intemporal said...

Olá Marta

Conheci pessoalmente Mário Cesariny de quem fui amigo e continuo a ser, apesar da sua partida há tanto adiada.

Muito terei para te contar sobre ele, no decurso do tempo...

Uma imagem que jamais se apagará do meu coração.

um beijo abraçado.

um bom Domingo.