terça-feira, março 31

Uma pequeníssima discriminação positiva

Eu estendo a passadeira vermelha a TODOS os visitantes deste blog! Mas hoje, agora, faço uma pequeníssima discriminação positiva...é que ali, na caixa de comentários dos «beijos e dos sapatos» estão as palavras de Miss Redlips! Uma das mulheres da minha VIDA! Pois é! Cá para mim, foram os sapatos que se tornaram irresistíveis! Que isso das mulheres e dos sapatos tem o que se lhe diga! Há sempre um pedacinho de Imelda Marcos, dentro de nós! Eu sei, porque ela mo disse, que vem cá espreitar! Mas, desta vez, comentou! E como eu estou com imensas saudades dela, faço desse comentário uma festa! E como ela é uma mulher do norte, rendida a Lisboa, é também uma forma de a mimar! À distância. Mas com o coração sempre muito perto. Aliás, dentro.

4 Comments:

K said...

Então, que se desenrole essa passadeira vermelha à amizade! E seja bem-vinda a menina RedLips!

Anónimo said...

E é assim que te descubro, num blog alheio a pedir poemas!!! E tu pedes e tu ispiras e tu fazes.
Deixo-to porque é lindo como tu, e foste tu que o pediste no tempo...naquele tempo. Vai lá, que está lá tudo.:) beijo

GRAMÁTICA SENTIMENTAL DO CORAÇÃO

Coração - Substantivo masculino, recorte à esquerda do meu peito, a alma picotada, de luto carregado ou amores de incenso. Não, órgão oco e musculoso não. Carente de fé, por vezes. A fazer-se forte, às tantas. Mas num intenso pulsar, sempre. Ora sepultando existências na cova funda dos anos, ora tricotando a vida que acontece enquanto penso o que fazer dela. Sensibilidade moral, sim, mas consciência da carne, quando fere. Coragem, ânimo e a forma tenrinha de te amar, a paixão sem osso, a roer-nos. Valor, carácter, saber que à boca não há-de ir parar a piedade que o corpo grita. Abrir o coração, semear palavras, lavrar toda a extensão da folha branca do teu corpo e ter a certeza de um verso na volta, a poesia em flor. Sentimentos com lealdade para sossego dos sentidos enquanto a inquietação preenche o lugar de não estares aqui. O coração caído aos pés, estilhaços de ilusões, as utopias trituradas, o esfrangalhar do ser na lâmina, à espera de ressuscitar no campo de batalha da consciência. Falar ao coração, comovê-lo. A ver se ele se importa. Dar-lhe colo, algemar o pensamento a rascunhos de mimo e desenhar, a traço grosso, o essencial que os olhos não alcançam. Fazer das tripas coração, o sangue a espirrar um estoicismo que não se resigna, a fibra de um rosto de papel, a cara à luta na ventania dos dias do avesso. Ter o coração ao pé da boca, mas entalar a raiva entre o bom senso dos teus lábios. Então, dar asas às palavras que escrevo no livro de horas que cabe em tua mão. Pedir-te que a feches. Pedir-te que me guardes, coração.
MC

Anónimo said...

E ainda dizes tu, minha querida, que não percebes nada de corações!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

«Aliás, dentro».

Mais palavras, para quê?

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Claudia Sousa Dias said...

também gosto de vermelho.
nos lábios, nos sapatos nas luvas e, de vez em quando num vestido!

tu é que nunca viste!

a passadeira está mesmo apetecível.

no entanto nunca me ficará tão bem como
à redlips...