sexta-feira, março 27

As portas são surdas e as paredes têm ouvidos


Eu gosto mesmo muito das estórias - com ou sem h - que ele escreve. Acabei mesmo agora de ler outra. A de ontem, deixou-me sorrisos por tudo o que é canto. Porque há portas e paredes por todo lado. Menos no mar. De modo que, desde ontem, ando assim com um sorriso permanente nos lábios e, talvez, com cara de parva. Em algumas ocasiões. Só! Não abusem :)

Diz assim, a dada altura:


«Limitado como és, é evidente que não sabes do que estou a falar, não lês jornais nem vês televisão, e mesmo quando eu ligo o rádio no quarto, de nada te serve por seres surdo que nem uma porta. Engraçado como as portas são surdas e no entanto as paredes têm ouvidos... Mas adiante.»


Gosto do humor, da lógica invertida, do discurso contra o método que lhe alinha as palavras. Gosto dos inícios, dos meios. Geralmente, apaixono-me, nos fins. Quando a história acaba. E eu fico a rir, a sorrir. Ou apenas a pensar. Gosto. Gosto, também, dessa espécie de caos calmo de onde às vezes saio, quando saio das suas histórias. De algumas. Noutras aprecio apenas o caminho que percorri. Ou o atalho que fiz. Para chegar mais rápido. À próxima estória.

Faço vossas, as palavras dele. E os desenhos, também. Porque ele descreve muito bem.
Apesar de eu não ter dado conta. De imediato.


Imagem: Filipe

8 Comments:

Funes, o memorioso said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Funes, o memorioso said...

1- Valha-me Deus!
Eu todos os dias passo por aqui religiosamente, à espera de encontrar um post a dizer mal de alguma coisa.
Em vão.
A menina ama tudo o que se escreve, adora tudo o que se desenha e pinta, delira com tudo o que se filma ou cozinha.
Ao menos, comente um post do meu blogue. É a única esperança que me resta de ver aqui um texto a destilar fel, como devem ser os textos dos blogues que se prezam.

2- «Limitado como és, é evidente que não sabes do que estou a falar, não lês jornais nem vês televisão, e mesmo quando eu ligo o rádio no quarto, de nada te serve por seres surdo que nem uma porta. Engraçado como as portas são surdas e no entanto as paredes têm ouvidos... Mas adiante.».

Transcreveu mal. A Transcrição correcta é:
«Limitado como és, é evidente que não sabes do que estou a falar, não lês jornais nem vês televisão, e mesmo quando eu ligo o rádio no quarto, de nada te serve por seres surdo que nem uma porta. Engraçado como os Portas são surdos e no entanto as paredes têm ouvidos... Mas adiante.»

Os Portas, o Paulo e o Miguel. Não as portas.

Marta said...

Desta vez tenho de confessar: não me estou a rir. Nem a sorrir! Estou à gargalhada!
obrigada!
Hoje, quase gosto mais um mm de si. Professor!!!

Anónimo said...

Gostei mesmo, Marta. E queria deixar um comentário no blog dele a dizer que gostei. Este é o desenho que mais gostei. Mas o blog dele não deixa comentar pessoas sem blog, como eu.
bjo
Cristina M.

Toze said...

Hummmmmmmmmmm

Então deixa-me lá ver quem conta tais estorias com ou sem h


Até já Marta :)

K said...

Um blog, sem dúvida, com boas descrições!

Paulo - Intemporal said...

_________________________________
não tenho palavras. 100 as quais permaneço na in.comentável presença
________________________________
tão somente ou apenas aqui
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onde me acrescento
________________________________
fantástico o blogue.

especial.íssimo.

um beijo meu.

Claudia Sousa Dias said...

mais uma vez estou a rir de forma absolutamente estridente.

obrigada pelo post da Frida.MESMO.Um grande beijo.


claudia