domingo, novembro 28

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O'Neill

5 Comments:

Anónimo said...

O melhor que podemos dar é amor. Irredutível. hoje fi-lo e espero conseguir sempre. estou de bem comigo. "coisas minhas"
Graça

C. said...

Está (quase) tudo nas palavras dos poetas. Quase... porque às vezes podia estar nas nossas, como é o meu caso, que não agradeci o prémio.... Porque, efectivamente, não o vi:(((
Foi isso que quis dizer na resposta ao seu comentário lá no marcas.

Beijinho grande

Marta said...

no sábado, Graçinha, fizeste-nos [ainda mais] falta...

Marta said...

Querida C. não faz mal. Só queria que soubessem que continuam importantes para mim. Só isso :)
beijinho

Sininho said...

Les mots seront toujours mon destin...:))