sábado, novembro 20

Quem é que vai ao cinema, amanhã?

8 Comments:

sem-se-ver said...

acabei de chegar de lá. rede social. teria trocado num pestanejar por esse aí - desde que o tivesse no algarve, miragem looonginquaaaa

cduxa said...

Estou a pensar ir. Mas esse filme não o vi em cartaz. Onde Marta?

Marta said...

aqui:

http://cinecartaz.publico.clix.pt/

Anónimo said...

a estreia foi a 18-11-2010, mas eu tb não o encontro MARTA!

Por: Luís Miguel Oliveira (PÚBLICO)
Cópia Certificada
Made in Italy

Abbas Kiarostami viajou para Itália. Estamos habituados a vê-lo viajar pelo Irão, entre a cidade e o campo mais remoto, naqueles percursos de automóvel que se tornaram uma das mais reconhecíveis "trademarks" dos seus filmes. Vê-lo a filmar no estrangeiro é uma raridade. "Cópia Certificada"/"Copie Conforme", rodado na Toscana, é apenas a sua segunda longa feita fora do Irão, depois de um documentário, "ABC Africa", realizado em 2001 a convite das Nações Unidas. Mais do que apenas um filme feito no estrangeiro, "Cópia Certificada" é um filme estrangeiro, com produção francesa (a MK2 de Marin Karmitz), actores "internacionais" (Juliette Binoche e o cantor de ópera William Shimmel, um "não-actor", certo, mas por todas as razões um "não-actor profissional"), e nenhuma relação directa com qualquer contexto iraniano (nenhuma relação directa, mas as relações "obliquas" dariam pano para mangas). No meio de tanta novidade, constitui, por paradoxal que pareça, algo como um regresso: é o mais "clássico" dos filmes de Kiarostami desde o já longínquo "O Vento Levar-nos-á" (1999), seja no modo de fazer seja na linearidade da estrutura narrativa.

É "Cópia Certificada" uma cópia conforme, "made in Italy", do cinema de Kiarostami? O tema da "cópia", e do lugar da cópia na "arte" e na "vida", percorre o filme de diversas maneiras, desde o mote (uma conferência de um historiador de arte, a personagem de Shimmel, sobre cópias e plágios na arte ocidental) à conclusão, quando, idealmente, o espectador já não sabe distinguir se é a "arte" que copia a "vida" se é ao contrário. Portanto, nessa medida, sim, diríamos que Kiarostami se dispõe a jogar o jogo da estranheza e do reconhecimento, preservando traços do seu cinema ("copiando-se", portanto), como os travellings de automóvel com longas cenas de diálogo, no meio de tudo o que é novo e estranho. Até mais do que isso, não é descabido ver em "Cópia Certificada" um daqueles filmes de "impasse" e auto-reflexão que os grandes cineastas têm tendência a fazer - e há pelo menos uma frase dita pela personagem de Shimmel, "ser simples não tem nada de simples", que podia ser assinada pelo próprio Kiarostami (e de resto, é ele quem a assina: o argumento e os diálogos são dele).

cduxa said...

O filme ainda não está aqui no Porto.bjs

Claudia Sousa Dias said...

ainda não vi. Mas sou fã de Kiarostami. O último que vi foi "Shirin"...


:-)

Marta said...

Queres ver que o meu convite para ir ao cinema, amanhã, não inclui filme? :) Vou já esclarecer...

Carlos Azevedo said...

Ontem vi "José e Pilar", do Miguel Gonçalves Mendes, e hoje "Mistérios de Lisboa", do Raúl Ruiz. Cada um à sua maneira, magníficos.