quarta-feira, novembro 24

E, afinal, inesquecível é o absurdo

O mais que suportava era música sem palavras. E nunca poderia ser impetuosa. Entre a clássica e o jazz a escolha era sempre tão difícil e demorada que raramente estudava com música de fundo. Quedava-se num silêncio pautado pelo desfolhar de apontamentos e livros e, de vez em quando, pela sua voz, para fixar um ou outro conceito. Naquela manhã, como noutras, o sol entrava pelo saguão, coado pelo vidro fosco, disfarçando a sua força.
Estudar no café, sózinha ou em grupo, só mesmo depois da matéria empinada. Empinada não. Compreendida. Nessa altura, acreditava que a compreensão gerava sabedoria mais consistente, melhor alicerçada, mais inesquecível. E, afinal, inesquecível é o absurdo.
Saberia isso em breve.

2 Comments:

Djabal said...

Inesquecível é ele, é o labirinto e o espelho. Uma coleção de tigres à espreita.
Obrigado.
Abraços.

K said...

Absurdo foram as horas interminavéis a estudar...pois dessa sabedoria instantânea só restaram fogachos!

beijo