nocturna dos fantasmas da cidade,
contava-te dos nossos pobres versos
no teu rasto de sombra e claridade
Contava-te do frio que há em medir
a distância entre as mãos e as estrelas,
com lágrimas de pedra nos sapatos
e um cansaço impossível de escondê-las
Contava-te – sei lá! – desta rotina
de embalarmos a morte nas paredes,
de tecermos o destino nas valetas
De uma história de luas e de esquinas,
com retratos e flores da madrugada
a boiarem na água das sarjetas.
Dinis Machado



4 Comments:
Fiquei arrepiada de tão belo que é.
Beijo Marta
Marta, Martinha do meu coração que coisa mai linda, poema e foto!!!!
Amiga, creio que há um novo sopro de VIDA em MARTA, depois de nos deixares um bocadinho abandonados, os que vimos aqui diariamente... Estás VIDA :)
Beijos
P.S. e VIVA também esse namoro com o Professor Funes... eh eh eh eh...ADORO.
P.
Dinis Machado é imbatível quando fala da sua cidade... filipe
ESTE TOCA FUNDO MINHA LINDA
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