terça-feira, setembro 14

Se você não pode amar, não ame;


Se você não pode amar, não ame; seja simples, seja humilde, faça calmo o seu trabalho, e deixe o resto. O amor é uma criação de beleza, como a pintura e a música; reserva-se a raros ser Ticiano ou Greco ou Mozart ou Bach; reserva-se a raros o privilégio de amar.

Agostinho da Silva in Sete Cartas a um Jovem Filósofo – Seguidas de Outros Documentos para o Estudo de José Kertchy Navarro”, I, V, edição da Ulmeiro, 1990

imagem: Isabel Magalhães

4 Comments:

Anónimo said...

a amor como arte... tinha toda a razão Agostinho da Silva.

João Menéres said...

É uma questão de se (e querer) fazer uma ENTREGA TOTAL...
Amor às prestações não é AMOR.
Portanto, o Mestre tinha toda a razão.

Um beijo, MARTA.

TERESA SANTOS said...

O amor só para eleitos? Não! O amor só para aqueles que têm a capacidade de o sentir.
Por muito que se esforce, não é qualquer um que é capaz de amar. Não se ama quando se quer, ama-se quando se tem essa faculdade.
Beijinho.

Anónimo said...

E como saberemos se podemos ou não amar deste modo?
E se fôr de outra forma que não esta, tão artística? Alguém me responde...
RC