quinta-feira, fevereiro 19

Ladrar em línguas diferentes

Já aqui disse [por acaso, aqui, ainda não disse] que adoro banda desenhada. É verdade. Também ainda não tinha dito que simpatizo bastante com a palavra onomatopeia. Outra verdade. Desde o momento em que a aprendi, há muitos anos, na escola primária. Foi amor à primeira leitura, ainda eu não sabia o que ela queria dizer. Nesse tempo tínhamos um caderninho de significados. O meu tinha capa cor de laranja e, ao centro, a letra desenhada a negro, dizia: significados. A professora marcava o TPC [trabalho para casa] e, um dos mais frequentes consistia em ler um texto e apontar os significados das "palavras difíceis". Depois, tínhamos de procurar no dicionário o que queriam dizer e qual a sua categoria gramatical. Esse TPC encantava-me. Adorava descobrir o que as palavras me tinham para contar. Era assim como encetar um diálogo com alguém e gostar ou não gostar, só pelas primeiras impressões. Às vezes injustamente. Mas era assim. E quando eu gostava da palavra, não me demorava na procura de palavras da mesma família, antecipando, sem essa intenção, outros TPC`s. Enfim… Foi assim que, pelo caminho, me enamorei da palavra quântico. Como gosto dela! Mas não é minha intenção, apanhar este atalho para vos falar do cerne deste poste: ONOMATOPEIAS. Caninas! Estamos, então, a falar de palavras cuja pronúncia imita o som próprio, natural, da coisa significada; figura de retórica pela qual se procura sugerir uma imagem auditiva. Isto para vos dizer que, só há poucos anos, descobri que os cães [bem como outros animais] ladram [expressam-se] em diversos idiomas! Assim:
Alemanha: vow, vow; Argentina: gua, gua; Colômbia: guau, guau; Estados Unidos: ruf, ruf; França: whou, whou; Japão: won, won; Rússia: guf, guf; Tailândia: hong, hong.
São alguns exemplos dados por um tradutor com quem conversava e que, com graça, me dizia, apontando para o livro, um original noutra língua: está a ver aqui, não é um cão mariquinhas, é apenas um cão francês!

2 Comments:

mfc said...

Nunca consegui passar por uma palavra de que não conhecesse o significado, se ir ao dicionário.
Quando estou fora... aponto nas costas dos talões do multibanco.

Claudia Sousa Dias said...

ihihih!

aquela parte do cão mariquinhas...!


csd