quarta-feira, fevereiro 11

Do chapéu e da forma de o usar I

Do chapéu muito há para contar. Desde os tempos mais remotos, é conferido ao chapéu uma dupla função. A primeira é a de resguardar a cabeça contra as diferentes condições climatéricas e, por conseguinte, preservar a saúde. A outra prende-se com a carga social e simbólica que lhe é conferida ao longo dos séculos nas diferentes sociedades e geografias. Símbolo social e hierárquico, cultural e político, desportivo e religioso, o chapéu é usado desde tempos imemoriais. O chapéu é como uma bússola que nos orienta em múltiplas direcções. A partir dele vamos de encontro à história do traje, à origem da moda, às diferentes e constantes mutações sociais, aos códigos e normas que regem a forma de estar nos quotidianos de todos os séculos, ao despertar da civilidade, aos símbolos e significações, ao protocolo e à etiqueta e, por fim, ao uso do chapéu ao longo do tempo.
Sobre a história do chapéu encontramos alguns estudos e artigos mais ligeiros. Comecei por procurar o significado actual da palavra chapéu num dicionário de 1998, o mais recente que consultei, que refere o seguinte:«cobertura para a cabeça, geralmente formada de copa e aba;cobertura para a cabeça de senhoras, de feitios vários e com ou sem adornos; abrigo; resguardo». Num outro dicionário, de 1972, significa «cobertura de forma diversas, para a cabeça de homem ou de mulher». O primeiro dicionário especifica melhor o chapéu de senhora, talvez porque hoje em dia encontremos mais pessoas do sexo feminino a usarem chapéu.Os livros actuais sobre etiqueta e protocolo também reservam mais espaço ao chapéus de senhora e, mesmo as próprias revistas de moda, dedicam-lhe mais atenção. Mas nem sempre foi assim. Nas civilizações clássicas o chapéu era interdito aos escravos e à mulher. Mulheres nobres e plebeias, por lei renovada pelo imperador Séptimo Severo, não o podiam usar. Esta proibição serviu como inspiração à mulheres daquele tempo, que fizeram dos penteados a arte de adornar a cabeça. [continua]

Peço desculpa por não referir o autor da imagem. Mas não sei.

3 Comments:

Ana said...

Aqui está um tema interessante.
E como chapéus há muitos, fico a aguardar a continuação das investigações.
Espero que os barretes (que são os parentes pobres do chapéu) não sejam esquecidos, já que andamos a enfiá-los todos os dias...
Não há maneira de passarem de moda, os malandros.

Beijinho

K said...

De se tirar o chapéu! Mas não sei porque, este tema não é estranho...

Anónimo said...

Eu acho excelente, Marta, e não acho nada estranho, dado que tu adoras chapéus. Penso que como tu muitas pessoas gostam e usam, ainda. Não deve ser por acaso que a menina do teu template usa um :)
Espero que fales das ocasiões em que se deve usar e como.
Seguirei atenta esta tua pesquisa sobre as tuas anytropologias :)



Cristina M