quarta-feira, fevereiro 25

Vinganças quase inócuas...


Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
(...)
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
(...)
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Poema: Miguel Torga
Imagem: José Paulo Andrade
[ao estimadíssimo Prof. Funes. Ele sabe porquê.]

9 Comments:

Anónimo said...

Martinha,
que bom vir aqui e encontrar o meu poema favorito do Torga! Lindo, lindo, lindo!
Beijinhos
P.S.: Também eu, apesar das opiniões que ouvi, gostei do Benjamin Button. E começamos a coleccionar afinidades! :)
Xana (a que tu pensas que é quem é;)

PAS[Ç]SOS said...

Bem... em 'actos beligerantes' com o Prof. Funes... não me meto; mas que a verdade do poema de Torga é inquestionável, não tenho dúvidas. Eu visto as suas palavras!

Claudia Sousa Dias said...

;-)


csd

Funes, o memorioso said...

Ora, Pas[ç]sos, não sei por que não se mete. Se toda a gente fosse como eu, não haveria tanta paz no mundo.
O poema de Torga transcrito ilustra na perfeição o que de mais miserável há em Torga, é aquilo que um texto literário nunca, mas NUNCA, deve ser moralista.
Um texto literário é o pior local do mundo para dar conselhos ou pregar moral. Não há nada que arruíne mais uma pretensão literária do que uma história com vocação moral.
É por isso que Torga - juntamente com as fábulas de La Fontaine - jaz muito justamente no último círculo do fúnico inferno da Literatura.

Funes, o memorioso said...

Note-se bem, o Padre António Vieira, com Eça, o melhor prosador de língua portuguesa, tomava muitas vezes como tema dos seus sermões a moral. Mas os sermões em si mesmos não eram moralistas. Ele dava conselhos e pregava moral, porque era essa a função e o objecto do seu sermão. Os seus textos morais resultavam em textos literários, não tinham, como os de Torga, uma pretensão de literatura armada em moral.

Funes, o memorioso said...

No antepenúltimo comentário, onde se lê:
O poema de Torga transcrito ilustra na perfeição o que de mais miserável há em Torga, é aquilo que um texto literário nunca, mas NUNCA, deve ser moralista.
deve ler-se:
O poema de Torga transcrito ilustra na perfeição o que de mais miserável há em Torga, é aquilo que um texto literário nunca, mas NUNCA, deve ser: moralista.

Marta said...

Xaninha linda,
que bom ver-te novamente aqui :)
temos de conversar, temos de conversar, sobre as nossas afinidades e não só :)


Sr. Prof. Funes,

da próxima, dedico-lhe um, de onde não extraia moralismo algum.
mas com a sua imaginação e o seu mau feitio é bem capaz, bem capaz...
o que me vale a mim, é que não moralizo os meus sentimentos por si.ardia no inferno, talvez.

Pas[ç]sos,
muito obrigada pela sua visita, mais uma vez.

Marta said...

Xaninha linda,
que bom ver-te novamente aqui :)
temos de conversar, temos de conversar, sobre as nossas afinidades e não só :)


Sr. Prof. Funes,

da próxima, dedico-lhe um, de onde não extraia moralismo algum.
mas com a sua imaginação e o seu mau feitio é bem capaz, bem capaz...
o que me vale a mim, é que não moralizo os meus sentimentos por si.ardia no inferno, talvez.

Pas[ç]sos,
muito obrigada pela sua visita, mais uma vez.

Dalaila said...

gosto tante deste poema do Torga, faz-me sempre recomeçar! e é de facto é verdade, não nos contentemos com metades.