Valha-me Santo Inácio de Loyola! Fui a Santo Tirso, a uma reunião. Tive de atravessar a cidade e, imaginem, a centenária confeitaria Moura estava no mesmo sítio! Cinco e meia da tarde. Impunha-se manter o ritual. Pedi um chá. E um jesuíta. Estava consciente, juro que estava, quando a estaladiça, crocante e a b so lu ta men te deliciosa iguaria se extinguiu dos meus sentidos. Pedi outro... outro jesuíta, por favor. Baixinho. Como se agora não fosse aqui confessá-lo a toda a gente. O Marquês expulsou-os. E eu nunca os deixo de convidar! É que levei mais quatro para casa...as portas estão sempre abertas. E os sentidos despertos. Aliás, esta cidade, tem três coisas de que gosto especialmente: os jesuítas, as termas, e a poesia na rua. Até às farmácias vai. Sim, farmácias. Que um poema pode fazer a vez de um medicamento! E cura. Sem contra-indicações. Já os jesuítas da Moura...quarta-feira, fevereiro 18
confissões inconfessáveis
Valha-me Santo Inácio de Loyola! Fui a Santo Tirso, a uma reunião. Tive de atravessar a cidade e, imaginem, a centenária confeitaria Moura estava no mesmo sítio! Cinco e meia da tarde. Impunha-se manter o ritual. Pedi um chá. E um jesuíta. Estava consciente, juro que estava, quando a estaladiça, crocante e a b so lu ta men te deliciosa iguaria se extinguiu dos meus sentidos. Pedi outro... outro jesuíta, por favor. Baixinho. Como se agora não fosse aqui confessá-lo a toda a gente. O Marquês expulsou-os. E eu nunca os deixo de convidar! É que levei mais quatro para casa...as portas estão sempre abertas. E os sentidos despertos. Aliás, esta cidade, tem três coisas de que gosto especialmente: os jesuítas, as termas, e a poesia na rua. Até às farmácias vai. Sim, farmácias. Que um poema pode fazer a vez de um medicamento! E cura. Sem contra-indicações. Já os jesuítas da Moura...Etiquetas: confissões
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14 Comments:
humm...
no Porto já foi. no Gato Vadio.
:)
beijo
Gulosa!!!!
Que gulosa, eu, também, em rever-te!
Beijinhos com saudades.
Bandida,
não posso crer!
ainda estive lá no Domingo!
Elipse, linda,
agora, ao ler-te quase de uma vez, dei conta que as tuas palavras em linha, estiveram sempre cá dentro.
Querida Marta!
Faz o favor de traduzir ao teu leitor d'além-mar o que são jesuítas, neste caso? Suponho que seja algum tipo de doce, e eu poderia pesquisar na Internet, mas melhor ainda é perguntar a quem tanto os aprecia... Quem sabe não incluo uns jesuítas na minha lista de "coisas obrigatórias" durante a viagem?
Abraços!
mas isso faz-se?!?
fiquei com água na boca! buáááá
que bom ir-te lendo! :)))
ahahah...e eui que pensava que era gulosa!!!
:-)))
também não fico muito atrás, é verdade...
CSd
Sua depravada! A comer Jesuítas como se não houvesse amanhã! ;)
Tu não me irriste amiga, faz o favor de ter essas reuniões, quando eu for a tua casa, ou vieres a guimarães, pensando bem.... os teus doces são melhores, por isso não precisas de st. tirso para nada...
beijinhos
São únicos!
Sua gulosa...:-)
Querido Eduardo,
Dou, agora, conta de que eu nunca expliquei, disse a alguém, como é um jesuíta :) Assim, a resposta tentadora é: um jesuíta não se explica, prova-se. Come-se.
Mas um jesuíta, para mim, não é apenas o resultado de um conjunto de ingredientes que, misturados de certa maneira, dão origem a uma doçaria crocante e estaladiça (os da Moura são os melhores que conheço...) absolutamente deliciosa.
Um jesuíta, a mim, sabe-me também a certos momentos bons da infância e da adolescência. Mas irei tentar explicar melhor!
Mas, sendo suspeita, creio que vale a pena anotar no carderno de viagem :)
Abraço-vos :)
... e não só com ingredientes se fabrica uma guloseima; pois também com palavras é possível cozinhar uma gulodice!
Entendo bem essa sensação de algo que não se explica, mas se sente; e que é gostoso não só pelo gosto em si, mas pelas lembranças que evoca...
Anotado no carderno de viagem, pode ter certeza!
Agora, olhando com atenção a foto, fiquei a pensar que os jesuítas são parecidos com o que chamamos de mil-folhas aqui no Brasil.
Abraços!
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