quarta-feira, outubro 27

A última palavra

A vida não é uma linha na qual você escreve todos os nomes que você encontra no meio do caminho. A vida é feita principalmente das palavras interrompidas, daquelas que ficaram por dizer, ou ainda daquelas que a gente nunca soube como escrever. A vida é feita dos intervalos, principalmente através deles, dos capítulos censurados, das lembranças não vividas e das memórias apagadas.

Carlos Eduardo Leal in A última Palavra, Editora Rocco, 2009

[Carlos, não imagina como os seus livros chegaram, afinal, na hora certa. Este, começo a lê-lo hoje. Estou-lhe imensamente grata. As minhas outras palavras ficam para depois da leitura...]

6 Comments:

Carla Farinazzi said...

Marta:

Só esse parágrafo já vale o livro.

Já vale uma vida.

Beijo

Carla

(P.S.: obrigada pela dica)

Anónimo said...

O Carlos Eduardo Leal que me desculpe mas não é possível ter lembranças do que não se viveu...
De resto o melhor é dizermos tudo para não ficar nada por dizer.
bjo
Cris

Funes, o memorioso said...

Ao contrário da Carla Farinazzi, o parágrafo transcrito - que, como é de liminar evidência, não tem qualquer conteúdo nem significado - faz presumir que o livro em causa (se for todo neste registo) não vale nada. Se for de graça, é caro.

Também discordo da Cris. Na verdade, as únicas lembranças que valem a pena são as lembranças do que não se viveu. A vida de qualquer mortal é sempre uma vidinha que merece ser esquecida. Só as vidas ficcionadas são inólvidáveis.

Anónimo said...

Caro Funes,
faz aqui uma colisão de opiniões, pois se não está de acordo comigo, está de acordo com o Carlos Eduardo Leal. Afinal se as únicas lembranças que valem a pena, como diz, são do que não se viveu está dar razão ao autor do livro mencionado.
E fique sabendo que acho a sua opinião leviana e como agora contraditória.
Cris

Funes, o memorioso said...

Tem toda a razão, Cris. O que, obviamente, implica que Carlos Leal não tenha nenhuma. A verdade é que eu não tenho a certeza que este comentário chegue a ter algum significado. Tal como o parágrafo de Leal.

Marta said...

Porof. Funes,

os seus nuerónios estão muito baralhados!