Fiz-te rainha de meus castelos
Que da cova, a graça, me arrebentam os elos;
Tesouro vivo que tantos pedem a Deus.
Caravelas de ninfas vindas dos céus
À terra de homens, combatentes velhos,
Deixando-as pousar com total esmero:
Assim me foram os olhares teus...
Fulgor límpido da aurora de astros viventes,
Iluminara este palácio meu envolto por serpentes,
Mas esquecera que à porta foi posto mil frades...
Por isso, ando deste amor já descrente,
Deste amar que tu não o sentes,
Mas que só teu olhar, o sabe.
Alan Felipe



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