quarta-feira, janeiro 27

aniversário XI


Apesar das ruínas e da morte,

Onde sempre acabou cada ilusão,

A força dos meus sonhos é tão forte,

Que de tudo nasce a exaltação

E nunca as minhas mãos ficam vazias.
Sophia de Mello Breyner Andersen
(do seu primeiro livro de poesia, Poesia, de 1944)
[este quadro e este poema - combinação perfeita - foram enviados pelo Carlos Azevedo cujo blog não passo sem visitar. temos registos muito parecidos, na música. aliás, gostava de ter encontrado um saco que ele diz ter perdido, depois de umas compritas na FNAC!]
imagem: Vieira da Silva, Luz, 1978

3 Comments:

Carlos Pires said...

O quadro também combina bem com este poema, de Charles Reznikoff:

Te Deum

Not because of victories
I sing,
having none,
but for the common sunshine,
the breeze,
the largess of the spring.

Not for victory
but for the day's work done
as well as I was able;
not for a seat upon the dais
but at the common table.

Marta said...

Nem eu, Carlos Pires, nem eu

Not for victory
> but for the day's work done :)

obrigada

Carlos Azevedo said...

Antes de mais, e agora no próprio dia e no blogue: PARABÉNS, Marta!
O poema é, como disse no e-mail, o meu preferido de Sophia - questão de gosto pessoal, claro; o quadro, esse, é a ilustração perfeita do poema: a busca incessante de pontos de luz, mesmo quando ela parece escassear.
Um abraço.