terça-feira, junho 9

Chacim - na rota [do coração] da seda

Tinha quinze anos quando me apaixonei por Chacim. E não imaginava que um dia – este – falaria desta aldeia, como sendo a aldeia da minha vida. É. E vou contar-vos porquê.

O melhor das férias grandes era a temporada na casa da tia. O ritual foi sagrado durante alguns anos. Deixar a cidade, naquela altura do ano, foi sempre um caminho com regresso. De carro ou de comboio, Trás-os-Montes era o destino. Naquela altura, era muito, muito longe. Agora, quando faço o IP4 é impossível não sorrir a cada curva cortada ao Marão. Essa estrada alcantilada que me fez vomitar a bílis e perguntar a cada vómito: “ainda falta muito?”. Depois, na adolescência, o comboio da linha do Douro embalava-me a ansiedade de chegar. Dividia o olhar entre a paisagem e um livro. Sentia-me adulta, quando a minha mãe dizia vezes sem conta “juízo, já és uma mulherzinha”. Depois acenava e eu abria a janela para ouvir pela centésima vez “obedece à tia. Porta-te bem.”. À chegada, a minha tia obliterava, sem diminutivos, o que a minha mãe dizia: “olha para ti, estás uma mulher.” E beijava-me e abraçava-me e dizia repetidas vezes “olha para ti, tão grande” E era aí, nesse instante, que eu crescia todos os meus centímetros de Verão.
As férias na aldeia onde a minha mãe nasceu foram, durante anos a fio, o mote preferido para as minhas redacções. Da primária ao ciclo. A viragem deu-se da infância para a adolescência, quando em vez das redacções comecei a escrever “querido diário, eu quero ir para Chacim e não sei como convencer a tia”.

As brincadeiras no pátio da escola ou no adro da igreja, a sombra da fonte ou da figueira da casa da tia Ana Maria, o lavar a roupa no ribeiro com as mulheres da aldeia, o partir feijões na soleira da porta dos vizinhos, o correr atrás de galinhas e perus até levantarem voo, o imitar rãs e patos e as mil e uma coisas diferentes que inventava para me entreter, um dia, deixaram de me seduzir. Os miúdos da minha idade escasseavam de ano para ano. Nesse Verão, não havia nenhum. Noutra aldeia, não muito longe dali, viviam umas primas da minha mãe. Certa tarde, eu e a tia fomos visitá-las e eu já não quis vir embora. Conheci a Jacinta e a Balsinha. E fomos todas até à Avenida, ao café do Senhor Avelino, tomar um Sumol. Chacim não era uma aldeia absolutamente quieta como a da minha mãe. Nem no pico do Verão, quando os xistos ardiam ao sol. Chacim tinha miúdos da minha idade na rua. E tinha biblioteca na Casa do Povo. Esse lugar transformista onde nalguns dias havia baile e, noutros, consultas médicas.
Convencer a tia a deixar-me ficar um fim-de-semana na casa da prima Otília não foi difícil. Difícil foi ficar mais dias.

Numa dessas tardes, na sombra contínua dos plátanos da Avenida, li pela primeira vez poemas que ainda hoje sei de cor. Fiz amigos nascidos em Chacim. Mostraram-me caminhos e montes. Levaram-me a fazer regatas de barcos de papel na Ribeira dos Moinhos. Descobri como as amoreiras já tinham sido rainhas e ouvi as primeiras histórias sobre as ruínas da fábrica da seda. À noite, no Pelourinho, enquanto as casas respiravam pelas janelas abertas, as pessoas juntavam-se para contar histórias de encantar. Foi assim que conheci a lenda de Balsamão. Foi numa dessas noites de amora, que soube o porquê do nome da Balsinha. Maria de Balsamão. Em homenagem à Nossa Senhora que, a três quilómetros dali, habita o santuário com o mesmo nome. A primeira vez que o visitei, foi num final de tarde. Um monte com olivais a perder de vista. Então, como hoje, acreditei: o silêncio nasceu ali.

Chacim é uma freguesia do concelho de Macedo de Cavaleiros, mas noutros tempos estas posições administrativas estavam invertidas. Foi elevada a concelho pelo Foral concedido em 1514 por D. Fernão Mendes de Congominho, Senhor de Chaves, protegido do rei D. João I. Nessa altura o país estava dividido em seis grandes comarcas e províncias. A província de Trás-os-Montes aparecia subdividida em quatro corregedorias: Vila Real, Bragança, Miranda e Moncorvo, sendo que era nesta que o concelho de Chacim se integrava. Foi necessário esperar mais de trezentos anos para que se verificasse uma alteração profunda neste quadro. Inspirado pelas correntes liberais da época, Mouzinho da Silveira encetava uma verdadeira revolução administrativa, separando as autoridades administrativa e judiciária. É nesta altura que Portugal adopta a actual fórmula de divisão em distritos, concelhos e freguesias. Chacim resistiu como concelho até 1853, altura em que o “título” passou para Macedo de Cavaleiros.
Paralelamente à história factual, das fontes documentadas, as lendas resistem. De memória em memória. Relativamente à toponímia há duas versões: a do cruel rei mouro e a familiar. A família dos Chacins, cujo brasão de armas tem timbrado um javali – chacim - em português arcaico.
Ocupado sucessivamente por romanos e árabes, a lenda conta que este território foi resgatado com a batalha de Chacim e o milagre de Balsamão. Durante uma sangrenta batalha entre mouros e cristãos, Nossa Senhora terá aparecido com um bálsamo na mão, curando as feridas e revitalizando os combatentes cristãos. A refrega terá sido travada por causa de um rei mouro que obrigava todas as donzelas a passarem a noite com ele, antes de se casarem! A peleia travada e ganha pelos cristãos pôs fim a esse tributo e, desde então o povo, grato, presta culto à Nossa Senhora. E a chacina nunca mais voltou a ter lugar por aqueles montes.
De qualquer das formas, a importância do monte de Caramouro [ou de Balsamão] é incontornável quando se fala desta aldeia. O Santuário de Nossa Senhora de Balsamão, ali edificado, é um templo mariano, dirigido por padres polacos. A História dá conta que em 1733 se iniciou a construção de um hospício, contíguo à ermida, onde, em 1754 se instalou a Congregação de Balsamão. Facto que se fica a dever a Frei Casimiro Wiszynki, padre polaco em missão no nosso país.

Actualmente, apesar de ser um retiro, Balsamão figura ao lado do Solar de Chacim, entre a oferta hoteleira local. Recomendado para quem quer fugir da agitação, o convento acolheu, em 1996, Edgar Morin. O cientista social revelou ter descansado e meditado «neste local privilegiado». Por seu lado, o Solar de Chacim, fica dentro da aldeia. É um palacete convertido ao turismo de habitação. Restaurado e aprazível. Ao pequeno-almoço, entre as iguarias, encontram-se deliciosas compotas caseiras.

Hoje são apenas ruínas da indústria sericícola. Ruínas que testemunham e contam a História. É esta a glória das ruínas. Contar o que já não é visível na sua forma original. Entre 1750 e 1775 Chacim tinha uma fábrica de sedas onde se podia escutar o labor de vinte tornos de torcer, cerca de cinquenta teares de sedas lisas, dois teares de veludo, oito teares de sedas lavradas e dez de toda a variedade de fitas. Na época de maior prosperidade, esta fabrica fora dirigida pelo grande negociante Mestre de Campos, falecido poucos anos antes de 1783. Na época pombalina, incentivava-se a protecção a esta indústria, estendendo-se as plantações de amoreiras a várias comarcas do reino.
Depois da crise de 83, no ano de 1786 foram chamados de Turim José Maria Arnaud e seu filho, Caetano Arnaud, piemonteses, conhecedores profundos da manufactura da seda, no seu país. Depois de um período na capital, foram para Chacim, aliciados pelos bons salários. Foram contratados mais operários piemonteses, cuja mestria levou à criação de uma verdadeira escola de fiação da seda, criando fama. Ali se preparavam veludos, glacés, tafetás, cetins e pelúcias de primeira qualidade, impondo-se rapidamente por todo o reino. Em 1791, a fábrica de Chacim, melhor apetrechada e na qual o Estado investira trinta mil cruzados, era uma das melhores do reino. Mas a existência de diversos problemas levou a uma quebra na produção, acentuada pela entrada em desuso da seda. Em 1811 morre Arnaud-Pai e o Governo extingue as duas corporações de fabricantes de sedas. No entanto, Caetano Arnaud permanece em Chacim já com a fábrica quase parada. Dois anos depois, foram dadas instruções para que a Fábrica de Chacim recuperasse o trabalho ou aumentasse os rendimentos. A dada altura chegou-se ao extremo da produção da seda ser insuficiente para o consumo nacional e recorresse às exportações. Por volta de 1821, Chacim conserva ainda o filatório, mas os fundos da companhia tinham desaparecido devido à má administração que os consumia em despesa e ordenados. A trabalhar por conta exclusiva do Estado e a caminhar inexoravelmente para a ruína, a agonia dura até meados da década de quarenta do último século.


Assente na meseta ibérica, aliás como todo o distrito de Bragança, Chacim é feita de terra xistosa, encontrando-se aqui e ali, manchas graníticas, nomeadamente entre as serras de Bornes e de Nogueira. Montanha e planície coexistem num firme contraste, tornando a paisagem surpreendente. Por todo o lado há pequenos cursos de água, regatos e ribeiros. O rio Azibo murmura sempre muito perto, até encontrar o Sabor que por sua vez desagua no Douro. E tenho a impressão de que o Tua, em noites de silêncio absoluto, também se faz ouvir. Em Chacim é a Ribeira dos Moinhos que levanta a voz por entre giestas, tojos, arça e urze. Ao seu clamor, no tempo em que um pequeno aqueduto levava a água à fábrica da seda, respondiam as amoreiras, que entre os séculos XV e XVIII reinavam entre castanheiros, oliveiras, amendoeiras e outra vegetação arbórea. Ainda se encontram amoreiras em Chacim. E há uma particularmente majestosa. Devido ao Real Filatório foram rainhas sem manto, em cada palmo de terra. Hoje são apenas ícones. Provas vivas, de raiz funda de que por ali passa a Rota Europeia da Seda. Hoje, um percurso cultural e histórico; ontem uma indústria florescente.
A barragem do Azibo não fica longe dali. Por estas bandas, a praia é fluvial. Tomando a aldeia como base, as viagens ao redor de Chacim são muito diversas. As minhas preferidas são entre Maio e Setembro. Talvez porque o frio seco, dificilmente me arranca à borda da lareira. Pois é sabido que o clima, assim o caracteriza o povo, é de extremos. «Nove meses de inverno e três de inferno».

Chacim é uma aldeia, entre as aldeias de Portugal. No meu coração é a aldeia da minha vida. Uma viagem recorrente e única. Visitando-a, visito-me. Encontrando-a, encontro-me. Não é apenas o património edificado e natural; não é só a paisagem e o clima, a lenda e a história. Eu tenho em Chacim uma geografia de afectos, um património afectivo pintado à mão, no meu coração de seda. Chacim não tem apenas as ruínas da fábrica, os resquícios do bairro operário, a Pontinha, a igreja matriz, o solar, o Pelourinho, a casa do povo, a Avenida.
Chacim não tem só as suas gentes, sedas centenárias guardadas nas arcas de madeira, estórias por contar na boca dos anciãos. Montes e amoreiras. Rios e regatos.
Chacim tem a festa popular onde dei os primeiros passos de dança. Tem o mês de Agosto mais desejado da minha vida; o arraial mais animado da minha memória. Tem as ruínas da minha paixão adolescente; tem o café onde aprendi a jogar matraquilhos. Chacim tem segredos na soleira da porta da Jacinta, o parapeito da janela mais alta do mundo. O rapaz que me ensinou a jogar ao peão; os plátanos que testemunharam a minha primeira leitura de Chuva Oblíqua. Chacim tem a minha primeira inscrição numa casca de árvore; a minha tristeza do último dia de férias; a minha certeza de que o mundo acabaria, se nunca mais voltasse. Por Chacim passa a rota dos meus sentidos. Do meu sentir o mundo. Em silêncio.
imagens por ordem de edição: bairro operário; ruínas da fábrica da seda [ambas tiradas por mim]; Avenida, Capela do Convento de Balsamão
Dados bibliográficos recolhidos por mim, para um trabalho sobre a seda em Portugal e em Chacim em particular, realizado em 1995

38 Comments:

Su said...

gostei de saber


jocas maradas de tempo

Claudia Sousa Dias said...

ah...que bela escritora de narrativas me saíste!
este é um dos teus melhores textos dos últimos anos.


beijos


csd

Paulo said...

Uma fascinante "escrita de viagens".
Parabéns. Muitos.

Dalaila said...

não conhecia minha amiga, mas relatado por ti, foi fechar os olhos e viajar até lá

PAS[Ç]SOS said...

O Prémio está ganho!!!

SILÊNCIO CULPADO said...

Marta

A blogosfera pode ser um lugar de cultura e de partilha. Não conheço Chacim mas este magnífico texto sugere uma viagem até lá. Uma viagem rica de história e de tradições.
Uma viagem que me conduz até ti em passagens das tuas memórias.

Abraço

K said...

História e sentimento tão bem conjugados!
Se Chacim merece um lugar no teu coração, também no meu já ficou inscrito!
Basta saber que o todo silêncio nasceu ali!


Beijos

Susana said...

Olá Marta! Fiquei encantada com a história na tua aldeia. Chacim , certamente irei conhecer um dia desses, só para sentir de perto algumas emoções que descreves .

Parabéns!

A votação começa amanhã, dia 10 e acaba dia 28 de Junho.

Vamos ter bastente tempo para ler e reler todos os textos, para depois escolheremos o melhor, não é verdade?

Crieo que vai er difícil a escolha..

Bjs Susana

Luciano Schüler said...

Como sempre, é ótimo dedicar tempo à leitura por aqui.
Abraços e parabéns pela postagem

Mírian Mondon said...

Que linda aldeia, que linda historia contada com tanto telento!
Tive vontade de conhecer sua aldeia!
Gostei de conhecer seu blog, parabens!

Tambem participo dessa blogagem, não como concorrente, mas prestando homenagem a Portugal e ao seu povo que tanto amo!

Ruvasa said...

Viva, Marta!

Duas palavras euma exclamação: estou cliente!

Chega, por agora?

Mais duas palavras, por não reistir ao impulso: vou linkar.

Mes hommages, madame.

Ruben

Marta said...

Obrigada a todos! aos amigos, aos blogamigos e aos acabados de chegar :)

Obrigada por lerem. Nunca num blog escrevi um texto tão grande! E tive de me conter!

Mas de facto, a iniciativa da Susana motivou muitas recordações!

Chacim é uma aldeia no meu coração e a iniciativa surgiu num momento em que o meu tempo escasseia. Tive de escrever num ápice, socorrer-me de uma investigação que fiz em 1995. Todo o resto está na minha memória.

Gostaria muito que sentissem vontade de visitar Chacim!

Gostaria muito de viver de escrever roteiros turísticos :)

As pesquisas, a observação participante encantam-me!

As aldeias de Portugal são um património inestimável e há tanto por conhecer.

Para conhecerem mais aldeias não deixem de visitar
http://aldeiadaminhavida.blogspot.com/

e votem nos textos que mais gostarem.

Obrigada. Mesmo. Muito.

Patti said...

Muito vivida a tua descrição de Chacim.
Conheço muito bem Trás-os-Montes (Macedo inclusivé) e tem aldeias maravilhosas.
Apesar o calor intenso, gosto de visitar essa região durante o verão, as pequenas ribeiras e praias fluviais são uma delícia.

Parabéns!

João Menéres said...

MARTA

Não deixei para o dia 11...
Vim aqui logo que pude.
Já há dias tinha apreciado este teu blog.
Tinha ficado debaixo de olho.

Hoje, todavia, esta história que contas, deixou-me verdadeiramente deliciado, pois narras aquele chegar a Chacim, aqueles centímetros que crescias no verão eram naquele instante do abraço e do falar da tua tia, como se fosses a garota que acaba de chegar lá agora.

Parabéns, muito sinceros.

Um beijo.

castela (Portugal Notável) said...

Amiga Marta
Tem aqui um belo blog.
É bom sabermos que estamos colectivamente a participar na blogagem colectiva “A Aldeia da Minha Vida” e assim a contribuir para a divulgação do nosso País.
Parabéns pelo seu texto.
A partir de agora estarei atento ao seu blog.
Apenas fui a Chacim um vez, talvez a uns quinze anos-passei lá uma semana de trabalho no campo (sou geólogo)e ficamos alojados todos no convento de Balsemão e desejo voltar ao local com a família. Relembro a beleza do local e principalmente a geologia muito complicada e por isso fascinante- das mais incriveis na Europa . Nunca vi nada tão complicado, chamam a região de Maciço de Morais. Não se assuste são xistos verdes, xistos anfibólicos, anfibolitos e blastomilonitos (isto tem a haver com falhas geológicas), os metaperidotitos (as rochas mais antigas de Portugal) , paragnaisses, gnaisses e micaxistos, que cavalgam (com um deslocamento vertiginoso de centenas de Km) de vindas de um antigo fundo do mar, da raiz da crosta oceânica mar Uf...
Mas a geologia do local é assim um Local Notável.

Um abração
Castela

Tiago Taron said...

Marta, as saudades que eu tenho das redacções e que bem que a escreveu. Vejo a folha da prova, que tinha a margem esquerda dobrada, vejo nitidamente, no topo da página, a sua caligrafia apurada como o brilho dos sapatos engraxados para a ocasião, "Chacim, a Aldeia da Minha Vida", vejo ainda o "MB" lapidar, entre o título e o início da redacção. Muito Bom.

Marta said...

Patti: Trás-os-Montes tal como todas as outras regiões tem tanto para descobrir. fico contente, por já conheceres :)


João: O seu comentário comoveu-me. MUITO obrigada.

Castela: gosto muito de saber essas coisas! obrigada por nos ter explicado.

Tiago: que bela nota! A aluna fica feliz com esse MB :) Muito. Feliz.

elvira carvalho said...

Parabéns pelo texto. Muito bom. Apesar do tamanho, (as escritas longas em blog têem tendência para ser abandonadas a meio, este lê-se com avidez, pelos sentimentos e emoções que deixou expressos em cada linha. Fiquei com imensa vontade de conhecer. Ainda não votei, nem irei votar estes dias já que quero ler com calma, todos os textos a concurso. Mas dos que li até agora, este foi um dos que mais me entusiasmou.
Parabéns.
Um abraço e boa sorte.

Anónimo said...

Marta,

concordo imenso com a Elvira, pois começando a ler, apesar de grande, não se consegue parar. E fica-se mesmo com vontade de ir a Chacim já amanhã!E as ruínas da tua paixão adolescente ficam exactamente onde :) para eu ir lá tirar fotografias.
beijinhos e PARABÉNS. Gostei muito de ler e ficar a conhecer.
Cristina M.

Zaclis Veiga said...

Marta, minha amiga, adorei ler esse teu texto. Foi delicioso.
Estou me candidatando a fotógrafa de teus roteiros turísticos. Que tal?
beijos

Marta said...

Zaclis, minha querida, JÁ está feito! Ter uma fotógrafa como tu, seria uma honra!

Sonhar não custa! Beijos, muitos

Elvira: muito obrigada :) Sim, é um texto longo que, pelos meus afazeres, não consegui rever, pois havia prazos a cumprir!
Mas a satisfação que tive ao escrever foi grande. A maior é, claro, a vossa leitura e entusiasmo. De resto, é muito bom participar nesta excelente iniciativa. Já conheci aldeias belíssimas e fiquei com muita vontade de as conhecer. Outras, foram uma descoberta, com outro olhar. Um novo olhar.

Cristininha, vê lá se é desta que te vais "recensear" para poderes votar! :) assim, só eu sei que existes!

abraço-vos ;)

expressodalinha said...

Muito interessante. O texto exvcelente, entre o pessoal e o didático. Aprendi muito. Embora de ascendência brigantina e conhecendo bem a história da eda em Trás-os-Montes, faltavam-me dados que vim aqui encontrar. Parabéns. Belo Blogue.

Anónimo said...

Marta,

Eu conheço Chacim!!!!
Óptimo fim-de-semana de Passeio e Poesia...
Gostava de lá voltar... Vamos?
Parabéns pela "Aldeia da Tua Vida"!

Vou votar em TI!!!!

Bj
Maria Benedita

rps said...

Belo texto. É para isto que servem as palavras: para esconderem o que sentimos, para escondermos a verdade.
Pelo texto, Chacim não tem defeitos. Como se lá não houvesse transmontanos.
Belo texto.

heretico said...

belíssima descrição a tua. conheço bem esses locais e rituais...

"imperdoável" não referires o colorido da feira das cebolas. de que te "desculpo" em nome da emoçãozinha do regresso à minha adolescência... rsss

beijo

Marta said...

Expressodalinha: MUITO obrigada :)Esta blogagem colectiva está a valer pela partilha e pela descoberta. Tb eu já apendi muito com os V. textos! E ainda não os li a todos!

Maria Benedita: Estamos no ir! mas para votar tb tens de te "recensear" como a Cristina :)

RPS: estou chocada!eu que escrevo pelos cotovelos, fiquei sem palavras!

Heretico: fico contente por conheceres! e, já agora, confesso-te uma coisa: não referi a festa das cebolas propositadamente... para não cair na tentação de contar TUDO :) alguns dos nomes que se encontram neste texto, como o da Balsinha, por exemplo, fazem parte de uma estória que ando a escrever há uns anos! e, aí sim, falo da feira das cebolas :) acho que ainda te vais rir, com o que pode vir por aí... ;)

C. said...

Muitos e muitos parabéns pelo fôlego, pela resenha histórica, pelo afecto com que vestiu a memória desses tempos em Chacim.
Fiquei curiosa.

Bj.

Cerejinha said...

A sua forma de viver a aldeia e a sua escrita tocou-me de sobremaneira.
Revi-me, com a sua idade, a regressar à aldeia da minha infância e adolescência.

Já cheguei tarde para participar mas, felizmente, cheguei a tempo para votar e, sobretudo, cheguei a tempo para conhecer.

Marta said...

C. obrigada:) e não fique só pela curiosidade! Num fim de semana de sol, suba a Balsamão! Vale a pena! [E com esse talento para a fotografia...sai de lá com "telas" :)]
beijo

Cereijinha: obrigada pelo comentário e pelo voto :)
Eu também já fui espreitar o seu blog e...adorei...para além de que gostei imenso daquela frase, a do ouro e do minério e tal...:)
beijo

Anónimo said...

Parabéns!

Um texto longo, é certo! Mas gostei de ler e já sei em quem vou votar!
Paraece que te estava a ouvir!!!

Bjs
Carla

Teresa said...

Marta
Gostei muito do seu texto. Não me deu apenas vontade de visitar Chacim, além disso emocionou-me. Que bom ter um lugar assim na memória e no coração!
Um beijinho
Teresa

Marta said...

Carlinha: OBRIGADA :)

Teresa: O seu comentário tb me deixa muito feliz! Sim. Visite Chacim. Vale mesmo a pena! Coração à parte :) um beijinho e obrigada

Anónimo said...

Marta, adorei ouvir falar de Chacim, porque vivi em Macedo de Cavaleiros que é como sabe pertinho, recordei velhas amizades,
trabalhei na Seg. Social como uma colega e amiga de Chacim. Já tenho saudades desses saudosos sítios, embora já me tenha deslocado de propósito só para respirar os ares e recosdar os meus 30 anos.

um abraço
Natalia

Muito bom, adorei
Natalia

Anónimo said...

Não é novidade dizer que adorei o texto que escreveste.É bom ser capaz de passar para palavras as emoções que sentimos.Gostava de ser assim.

Parabéns!

Bjs
Nina

Anónimo said...

adorei
a minha vida ta em chacim...
agora longe...
com o teu texto fui até lá

obrigado

Anónimo said...

Ola grandes palavras, muitos parabens, é bom enquanto chacinence saber que a nossa terra é querida e adorada e ta sempre no coração de quem verdadeiramente a conhece. Bom trabalho.

Cascão said...

Marta, nasci em Chacim, lá vivi os primeiros dez anos de minha vida, e hoje estou longe, muito longe...num lugar lindo chamado São Paulo, Brasil, minha pátria adotiva. Frequentemente procuro links para Chacim, e encontrar tua maravilhosa descrição de alguns dos lugares onde passei os melhores momentos da minha vida, foi impagável. Obrigado, eu não o teria feito melhor. Não me canso de ver a Avenida onde ficava minha escola...a Casa do Povo, enfim. Obrigado pela "viagem". Precisamos nos falar mais amiude. Anote meu e-mail: jmcascao@gmail.com Abs.

Anónimo said...

Marta eu sou a Jacinta e gostava de saber se é de mim que fala no seu texto.
Adorei! Ainda não o tinha descoberto
Beijs