sexta-feira, junho 5

As mãos da Paulina

Conhecem a psicóloga e professora de violino que faz as massagens mais extraordinárias do mundo? Eu conheço. Chama-se Paulina. E mora aqui. Porque há sempre um MODUS!
Eu, hoje, não tinha saído de lá. Aliás, eu nunca sairia de lá. Das mãos dela. DI VI NAS!

7 Comments:

Claudia Sousa Dias said...

sortuda!!!


csd

João Coelho said...

Também quero!!!!

Beijos, João

C. said...

Hummmmm...belo modus vivendi, hein? É assim mesmo, que para isso é que existe (pelo menos) a sexta-feira.Dantes achava que o único sítio onde cuidavam de mim era o cabeleireiro.
Mas agora, com a panóplia de ofertas destas, não posso dar o mesmo argumento. Bem, vou-me ali para o modus da minha vida :)))

Bjinho

Funes, o memorioso said...

Bem, antes as massagens que o inferno ilhéu das Caraíbas.
Mas agora o que eu quero é comentar as citações da barra lateral. Faço-o pela ordem descendente que aparecem:

1- Eugénio de Andrade: um simples disparate sem sentido. Não quer dizer absolutamente nada. Prova disso mesmo é que ele poderia ter escrito: "É esta a minha herança: o sorriso branco de uma pedra azul", sem se alterar absolutamente nada no significado da frase. Ela pura e simplesmente não tem significado nenhum.
2- Maria Grabriela Llansol: Outro disparate.
3- Almada Negreiros: miserável. "Todos os dias faz anos que alguém defecou. É preciso festejar todos os dias o centenário das defecações" - podia ele também ter escrito. A ideia de que as palavras são alguma coisa mais nobre do que as fezes é apenas uma idiotice literária. A nobreza das palavras e das fezes não está nelas, está no que se faz com elas. Almada Negreiros, ao contrário do que lhe acontecia com as tintas, não fazia ideia nenhuma do que fazer com as palavras.
4- António Lobo Antunes: evidentemente, qualquer editor de bom senso ter-se-ia terminantemente a publicar semelhante bacoquice.
5- Sophia de Mello Breyner Andresen: uma excepção no conjunto. O que diz na citação é inteligente e belo.
6- António Ramos Rosa: só por estes versos, merece que o esqueçamos completamente.
7- Jorge Luís Borges: uma banalidade. Teria sido preferível que se tivesse deitado a dormir no dia em que escreveu isto.
8- Agostinho da Silva: bastante razoável.
9- Jorge Luís Borges: "A meta é o esquecimento. Eu cheguei antes." Gosto mais da tradução que inverte a ordem das palavras e deixa "O esquecimento é a meta. Eu cheguei antes." é genial, mas nunca percebi se era do Borges ou se ele encontrou esta ode para um poeta menor num lugar qualquer e a citou. É sabido que Borges era um copião.
10- George Steiner: outro que pensa que falar de livros faz dele um intelectual. Se fosse dono de um café da Europa, não o queria nem para lavar o chão.
11- José Saramago: este gosta de dizer frases, daquelas que apareciam no rodapé das "Selecções do Reader's Digest", com o ar pomposo e grandiloquente de quem se imagina a abordar a ess~encia das coisas.
12- Inês Pedrosa: Que se dizer? É uma frase tão imbecilmente pobre que podia ter sido escrita pela Margarida Rebelo Pinto.
13- Oscar Wilde: é um clássico. Oscar Wilde é um dos vinte ou trinta autores que, desde o aparecimento da escrita, vale a pena ler.
14- Fernando Pessoa: o que ele diz também me acontece a mim. Ele sentiu-o melhor do que eu e di-lo com exactíssima precisão. Odeio-o.
15- Miguel Carvalho: a sorte dele é que a frase citada não tem pretensões literárias. É um simples flatus vocis.
16- William James: outro bom para a "Reader's Digest. Não há nada mais odioso na literatura do que escritores sentenciosos.
17- João Negreiros: a falta de qualidade do poema prova-se imediatamente se pensarmos que ele pode estar a falar de um orfanato da Casa Pia.
18- Herberto Helder: um poema a figurar em qualquer antologia das cem maiores abjecções literárias da História da Humanidade.
19- Eduardo Chillida: parece que ficou maneta hoje.
20- Franz Kafka: é um génio. A citação prova-o.
21- Alberto Moravia: aprovado em banalidades. Pode ser catequista na Paróquia de Pinchões da Serra.
22- Grocho Marx: por uma vez, não teve piadinha absolutamente nenhuma. O problema é que tentou tê-la.
23- Anais Nin: coitadita, ouvi dizer que gostava de ter sido escritora.

K said...

Sorte a tua, pois devem ser mãos mágicas!

Beijos

P.S - E já agora, em relação ao comentário anterior, não existem outros locais para destilar verborreia?

BC said...

Hum .....que bom, dá-me a morada!
Beijos

Anónimo said...

Tenho de experimentar essas mãos num sábado que vá ao Norte!

Beijinhos
Cristina M.