quarta-feira, maio 25

...never fails...

5 Comments:

sem-se-ver said...

até fico sem saber se alguma vez amei!!!

;-)

Bípede Falante said...

Marta, adorei esse post e adorei o seu email. Ri tanto das suas trapalhadas :) Depois, vou responder a altura! Beijos

Marta said...

;) não é fácil! mas tb não é impossível :)))

Marta said...

beijos, Bípede :)

Funes, o memorioso said...

Isto é conversa sem significado, para ler em dias de casamento celebrado por padres inconscientes sem imaginação (os conscientes sem imaginação lêem a Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios). Isto e o horrível Cântico dos Cânticos, o mais abjecto dos textos que alguma vez me foi dado ler. Veja-se a versão brasileira que apanhei na net:

7 Indica-me, amor de minha alma: onde pastoreias?
Onde fazes repousar teu rebanho ao meio-dia?
Para eu não parecer uma mulher perdida,
seguindo os rebanhos de teus companheiros.

Coro.

8 Se não o sabes, ó mais bela das mulheres,
segue os rastos das ovelhas
e leva teus cabritos a pastar
perto do acampamento dos pastores!

Ele.

9 Às parelhas das carruagens do Faraó
eu te comparo, minha amada.

10 Graciosas são tuas faces entre os brincos,
e teu pescoço entre colares.

11 Faremos para ti brincos de ouro
com filigranas de prata.

Nem Miguel Torga conseguiu nunca ser tão mau. Para o bíblico autor (que, evidentemente, não beneficiou aqui da Graça do Espírito Santo), amor é assunto agro-pecuário.

Sobre o Amor, a única coisa certa que li até hoje escreveu-a Ludwig Wittgenstein: «O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio.»

Finalmente, parece (mas eu não me atrevo a ter opinião sobre o tema) que a tradução mais correcta para o texto transcrito no post não é «amor» (love), mas «CARIDADE».