quarta-feira, maio 18

A cinza da batalha...

A cinza da batalha
dissolvida em fragor,
depois levada
na garupa do tempo,
no vento das suas crinas

não será mais
                       eu sei

do que a minha alma,
morta para a tua glória,
dispersa no seu próprio esquecimento.

Carlos de Oliveira

2 Comments:

Bípede Falante said...

A cinza da batalha é sempre muito útil para a próxima fogueira.
beijos

Funes, o memorioso said...

O tempo e os cavalos do tempo e as crinas do tempo... Que imagem mais gasta!
Muito mais poético é o verso: "Corre como o vento, Bala!" que o Woody grita a meio do "Toy Story 2".