segunda-feira, março 28

Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!


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Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!

E quando o navio larga do cais

E se repara de repente que se abriu um espaço

Entre o cais e o navio,

Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,

Uma névoa de sentimentos de tristeza

Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas

Como a primeira janela onde a madrugada bate,

E me envolve com uma recordação duma outra pessoa

Que fosse misteriosamente minha.

[...]

Alvaro de Campos

2 Comments:

josé luís said...

meu querido cais das colunas :)

Luis Eme said...

Alvaro, Alberto ou Ricardo, sabem sempre bem... não é Fernando?