sábado, dezembro 4

Esqueço do quanto me ensinaram


Deito-me ao comprido na erva.
E esqueço do quanto me ensinaram.
O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio,
O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa.
O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos.
O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.

Alberto Caeiro, in Fragmentos

6 Comments:

fallorca said...

;)

Anónimo said...

Ó pra ti a não fazer nenhum...vai escrever menina! Ou escrever ou cozinhar, escolhe!
Cris

Ps. aqui também esteve um dia pra esquecer. O pior é segurar os miúdos.

fallorca said...

lol

Marta said...

não tem graça, fallorca!

é nestas alturas que eu penso num lápis azul...para riscar a boca dos amigos, mas vai contra a minha natureza ;)

fallorca said...

Azul, gosto; condiz comigo... O vermelho, assenta-me mal, fiufiu...

Marta said...

sabes que mais, Cristina, fifiu para ti :) como diz aqui o amigo fallorca... que sendo azul pode rir à vontade com as tuas "bocas"!