da que deixei pela manhã
no mundo
a água tomou o lugar de tudo
reúno baldes, estes vasos guardados
mas chove sem parar há muitos anos
Durmo no mar, durmo ao lado de meu pai
uma viagem se deu
entre as mãos e o furor
uma viagem se deu: a noite abate-se fechada
sobre o corpo
Tivesse ainda tempo e entregava-te
o coração
José Tolentino Mendonça in A que distância deixaste o coração


10 Comments:
...às vezes deixamos as oportunidades passarem...e não dá mais tempo
Beijo
Leca
Talvez ainda vá a tempo, há que navegar e tentar.
Muito bonito, não conhecia.
Bjs
Gostei tanto, tanto deste poema, que o roubei para mim. Obrigada.
tempo...
coração...
entrega...
palavrinhas difíceis essas!
:)
Tão bonito...Obrigada!
Sabe Marta, depois dos conteúdos, o que mais gosto no seu blog é lê-los em silêncio. Gosto de blogs sem música como o seu, onde nos é permitido quebrar o silêncio só para lhe agradecer. Passo aqui todos os dias mas hoje tenho de lhe agradecer este poema.
É, só se vive uma vez, não haverá outro tempo. Talvez, outra chance em outro momento. O perdido nunca é recuperado.
belo poema.
sem tempo. dentro do tempo...
beijos
Muito bonito!
Um abraço grande.
quando vi a imagem [ postada pela Leca e da qual desconhecemos a autoria, infelizmente ] lembrei-me de imediato deste poema fabuloso...
já aqui tinha postado poemas de JTM. este ainda não. estava à espera de uma imagem assim ;)
ainda bem que gostaram. fico feliz com isso.
sintam-se abraçados :)
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