domingo, março 28

Carta


Nunca estive tão sozinho


nos caminhos da tristeza


nos campos de outra nobreza


nos lagos de tanto vinho




Nunca estive tão sofrido


nos trilhos da solidão


nas carreiras da paixão


nas dentadas desse pão




Nunca estive tão cansado


nas calmarias de um bar


nas paradas de um olhar


nas tatuagens de um fado




Nunca estive tão assim


tanta rama e tanta gana


tão maduro e tão sem cama


tão seguro e tão sem fim



lyrics: Ruy Gerra / música: Francis Hime
[roubado ao blog Papo Cultural]
imagem: Humberto Verdolia

6 Comments:

João Menéres said...

Fantástica poesia !
E a imagem acompanha muito bem.

Um beijo, MARTA.

Zaclis Veiga said...

Gosot dessa música. A versão do Francis Hime e da mulher dele, Olívia, é linda. Eu não sabia que a letra era do Ruy Guerra.
Beijos,
boa viagem

Alma Triste said...

O que dizer: a não ser maravilhosa poesia ...

Beijos seus blog cada dia mais lindo.

Sonja Valentina said...

impressionante frieza das palavras ...
lindíssimo!

Sergio Storino said...

Marta,
É uma honra ver alguma coisa postada no Papo Cultural aqui no seu espaço. Sinta-se sempre à vontade em relação ao meu blog. Obrigado.
Beijo

Lua said...

Nossa adorei.
muito lindo.