quinta-feira, outubro 22

A [minha] história devida


No passado dia 18 eu não estava em Portugal e, por isso, não ouvi o programa A História Devida, na Antena 1. Acabei de o ouvir, aqui.
O entrevistado foi Mark Deputter, director do Teatro Maria Matos que comemora hoje 40 anos. [parabéns.muitos]

Isto para vos dizer que ouvi o programa de forma diferente. Desta vez, uma das histórias foi escrita por mim e, confesso, é uma história que me é muito querida. «Era uma vez um mini azul escuro e um casaco vermelho» lida pelo actor Dinarte Branco comoveu-me. Porque é um episódio da minha infância. E porque Dinarte Branco a leu de uma forma muito divertida e muito, muito sei lá que mais... [Na minha opinião - absolutamente suspeita - claro! ] Agora esta história, é uma história mais longa, que escrevi para os meus seis sobrinhos e passou a chamar-se apenas «Os bolsos de papel».


«A História Devida é um programa apresentado pela Inês Fonseca Santos e Dinarte Branco e baseia-se num conceito posto em prática por Paul Auster nos Estados Unidos da América. A ideia passa por pedir aos ouvintes da RDP que enviem as suas próprias histórias para serem lidas em antena. A História Devida depende, assim, da participação dos ouvintes, já que o programa é praticamente «feito» por eles. Regras, há só duas: as histórias têm que ser curtas e têm que ser reais, e a sua selecção depende não de critérios literários, mas sim do mérito e da humanidade das mesmas. A História Devida não é nem um concurso nem uma competição. Ninguém anda à procura dos novos talentos da ficção portuguesa. O que verdadeiramente importa é que as histórias enviadas sejam histórias de vida – da vida dos ouvintes. Quanto ao mais, não há restrições de conteúdo nem de forma. As histórias podem ser episódios cómicos, tristes ou brutais; gaffes hilariantes ou mágoas profundas; pequenos ou grandes dramas; coincidências bizarras ou inesperadas; sonhos, pesadelos, pressentimentos, intuições ou premonições. Podem ser sobre a velhice ou sobre a infância, sobre a amizade, o ódio ou o amor; e podem ter a forma de poemas, diálogos, narrativas ou pequenos relatos. Podem ser escritas num estilo seco ou elegante, irónico ou sincero… Enfim, a lista de possibilidades é infinita.

A única certeza é que toda a gente tem uma história para contar

Vá...PARTICIPEM :)
imagem: Leonor Peralta Lopes

18 Comments:

Angélica Lins said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angélica Lins said...

Que experiência incrível Marta! Nossas histórias são nossos tesouros mais preciosos e relativa a nossa infância então...

Gostaria mesmo de ter escutado, se puder enviar-me - Os bolsos de papel(lerei com muito gosto para meus filhos).

Muita luz ...

Anónimo said...

Agora esta história, é uma história mais longa, que escrevi para os meus seis sobrinhos e passou a chamar-se apenas «Os bolsos de papel».

Preciso ler!!!
Onde está?

Bj
MB

Carlos Barbosa de Oliveira said...

Antes de mais agradeço a sua visita ao meu Rochedo e aproveito para informar que amnhã haverá a segunda Crónica de Graça, em parceria com a autora do blog Ares da Minha Graça.
Gostei de conhecer o seu blog e o programa que aqui divulga que não conheço, porque ao domingo raras vezes ouço rádio. Já agora sem querer abusar da sua paciência, pode dizer-me como se participa?

K said...

Uma ternurenta história que nos leva à infãncia e à todos os seus possíveis!

Obrigado e beijo!

Funes, o memorioso said...

"as histórias têm que ser curtas e têm que ser reais..."

Não conheço nenhuma história que seja real, nem vejo como tal seja possível. Esta norma do regulamento deve querer dizer: "as histórias têm que ser curtas e têm que parecer reais".
Seja como for, se tiverem mesmo que ser reais, já são histórias pouco interessantes. A realidade nunca tem interesse nenhum.

Zaclis Veiga said...

Não ouvi, mas já li a história e adorei.
Sinto muito, que a realidade vivida pelo Funes não seja interessante.

Anónimo said...

Esta tua história tem um final mega surpreendente!!!!!!
Era tu a chorar por causa dos bolsos e eu a rir por causa dos bolsos!!!!!!

Leigo

TERESA SANTOS said...

Olá Marta,
Conheço o programa, tenho ouvido um ou outro e acho-os interessantes. Não sabia que o conceito era da iniciativa de Paul Auster.
E agora perdoa-me Marta, mas deixa-me dar uma "palavrinha" ao Funes.
Amigo, que desencanto o teu! A vida não é a preto e branco. Desculpa, mas a realidade pode ter muito interesse. Se bem que haja temas e temas, ou seja, coisas que não têm o mínimo de interesse, outras há, extremamente interessantes e enriquecedoras. Não terás, tu próprio, uma história real, vivida, boa ou má, mas interessante?
Que amargura, Funes!
Abraço para ti Martinha, e para ti Funes.

sonja valentina said...

Parabéns Marta!!!!!

TERESA SANTOS said...

Acabei de ouvir a tua história. Palavras para quê?! Simplesmente deliciosa!
Espero que já tenhas tido os teus "bolsos de papel"...
Beijinho.

Marta said...

obrigada :) a todos.

Carlos, já lhe respondi, no seu blog.

Prof. Funes:
vá para casa ler O Senhor dos Aneis, por exemplo. 3 volumes. é um instante... e assim, distrai-se e não me aborrece com a sua desinteressante realidade.

TERESA SANTOS said...

É assim mesmo.
Toca a "educar" o Sr. Prof.!...

Funes, o memorioso said...

Marta,
Como é que descobriu que eu andava a ver o senhor dos anéis?

Zaclis e Teresa Santos,
Entendamo-nos. A minha vida, as vidas todas, podem ser muito interessantes para cada um de nós particularmente. O que não nos conferem é o direito de incomodar os outros com elas. Que raio de interesse pode ter, para terceiros, a declaração de amor que eu fiz há 25 anos a uma mulher casada? Ou a minha primeira experiência homossexual na semana passada?
Eu ás vezes escrevo histórias dessas no meu blogue e Marta, generosa, vai lá logo a correr derramar a sua furtiva lágrima sobre elas. Mas eu só as escrevo, porque sou um mau escritor e, portanto, viro-me para as fastidiosas "estorinhas" da minha vidinha desinteressante, como todas as vidinhas.
O que eu verdadeiramente aprecio na literatura não são os reprodutores de mundinhos miseráveis como o são todos os nossos mundos. São os criadores de mundos. É por isso que Tolstoi ou Victor Hugo são escritores miseráveis e Lewis Carroll, Kafka ou Borges são gigantes.

Funes, o memorioso said...

No meu comentário anterior, onde se lê:
Como é que descobriu que eu andava a ver o senhor dos anéis?

Deve ler-se:
Como é que descobriu que eu andava a ler o senhor dos anéis?

Claudia Sousa Dias said...

tenho a certeza que a menina da foto é muito semelhante a ti com a mesma idade e de casaquinho vermelho.

mas tu eras ainda mais bonita.


csd

TERESA SANTOS said...

Oh, Marta, desculpa, mais uma vez, mas este Funes merece uma respostazita.

Funes. Se contasses a declaração de amor que fizeste há 25 anos podia ser, até, bastante interessante. Que métodos linguísticos, que vocábulos utilizas-te? Tempos verbais? Muito Futuro ou mais Presente? Abordas-te a questão de uma forma erudita, ou mais simplória? Fizes-te uma serenata ou nem por isso?! Como vês tinhas, de certeza, material com muito interesse para conhecermos escrita e costumes da época.
Relativamente ao sucedido na passada semana, de facto, agradeço que nos poupes.
E depois amigo dizes coisas ESPANTOSAS e que passo a transcrever: "É por isso que Tolstoi ou Victor Hugo são escritores miseráveis". Porquê? Porque retratam uma sociedade que queremos ver bem, mas bem escondida?
Escaparam o Lewis Carroll, o Kafka e o Borges. Vá lá, não foi mau. São gigantes, sim, mas não os únicos.
Ai Funes, tenho que ir espreitar o teu blog.
Só te posso desejar "as melhoras", cordiais e compreensivas, claro.
Beijinho para os dois e "adoça" Funes.

Marta said...

Teresa,

pede-me antes a lua!


como se "adoça" um SER que não gosta de mousse de chocolate caseira e está coberto de razão na mesma percentagem em que a terra está coberta de água?

missão impossível!