quarta-feira, outubro 14

Festivalar por aí - Amadora BD

É um festival! Uma alegria de lés a lés. De Norte a Sul, durante todo o ano, Portugal soma festivais. Ele é o festival do chocolate, da melancia, do chícharo, do esóterico e do caracol. Da sardinha, da castanha, do jazz, da banda desenhada, do teatro, do erótico e da dança. Da francesinha, das papas de sarrabulho, do fado, da canção redentorista, de robótica, do queijo, pão e vinho, da ópera, do islamismo, de gigantes, de tunas, dos descobrimentos e dos jardins. Da cerveja e das marcas patrocinadoras, que sem apoios não se faz nada. Ou faz-se pouco e sem visibilidade nenhuma.

Um festival é quando um Homem quer! É assim há muitos anos. E não me refiro aos 45 que já leva o famigerado Festival da Canção. Esse festival que silenciou famílias, em tempos idos, à volta da televisão. Para ouvir a Europa cantar. Agora, em cada vez mais idiomas. E com cada vez menos união. Familiar. Porque a oferta lúdica é maior. Creio.
De qualquer forma, em causa estão os festivais que tiram as pessoas de casa. E em Portugal são incontáveis. E de todos os géneros.

Pelo mundo fora, os festivais celebram-se evidenciando um aspecto único de uma comunidade. Na sua origem, estão práticas antigas. Refiro-me, por exemplo, aos que Roma celebrou em honra de deuses e vitórias; os que brindam a lua, a abundância e a união, na Ásia; ou os que celebram a chegada da Primavera. É o Festival das Cores. Ou Holi. Acontece na Índia, Guyana e Nepal. Já o judaísmo, tem um Festival das Luzes, ou Chanucá. Começa depois do pôr-do-sol do 24º dia do mês judaico de Kislev. Só para exemplificar que os festivais, não são de agora. Nem são todos filhos dos festivais da canção!
Nem pouco mais ou menos.
Falo dos festivais pautados pelos solstícios, ditados pelo calendário litúrgico de cada religião. Os festivais de todos os calendários, onde o sagrado e o profano justificam, no seu cruzamento, a festa que há por detrás de cada festival.
A palavra festa nasceu primeiro. Dizem os estudiosos. Latina, na sua origem, começou a usar-se como substantivo, depois como verbo. E da festa deriva o festival, com significados bastante próximos. Porque onde há festival, há festa, alegria, salsifré, celebração, elogio. E Portugal tem espírito festivaleiro. Novos e velhos não resistem a sair à rua para comemorar!

Sair à rua – festivalar por aí - seja para dançar, ir ao teatro, ouvir música ou simplesmente admirar jardins. Seja porque a cerveja abunda e refresca; seja porque vem aí a banda do coração. O importante é ter um motivo para festejar. E motivos não faltam. A imaginação é prodigiosa. E até o silêncio, a palavra e o riso, são mote de festival.
Os festivais, são como os cogumelos! Imensos.Todos os anos nascem mais. E há os de sempre. Como os amigos. Tão familiares que todos sabemos a sua sigla ou o seu petit-nom de cor. [...]


in nós Festivos, revista nº16 do Jornal i

Isto para vos dizer que no próximo dia 23 abrem as portas do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora!

AMADORA BD! Assim é que é. Agora :)

Porque em Outubro, manda a tradição, celebra-se a BD. Este ano é a 20ª edição de um festival mundialmente conhecido e reconhecido. E lá vou eu :) festivalar por aí...

Celebram-se os 50 anos de Astérix [o que eu aprendi História com eles...]e os 50 anos de carreira de Maurício de Sousa [turma da Mônica].
A não perder, evidentemente! Até 8 de Novembro. O programa tem mais, muito mais. É a festa da BD na Amadora! A 9ª arte à nossa espera...

11 Comments:

C. said...

Haja alguém para nos recordar estas coisas! Aqui tão perto, só se não puder mesmo ir.

Obrigada, Marta.

Claudia Sousa Dias said...

a turma da Mónica!

A dentuça mais fofinha com quem eu me identificava por ter dentes de coelho como eu..!

que saudades...

Zaclis Veiga said...

Que delícia!
Quero ir também!
Me espere!
:)

heretico said...

muito bem...
há blogs que são um verdadeiro "festival" de palavras apropriadas. rss

gostei muito do texto, e da tua criatividade.

beijo

Anónimo said...

Nunca gostei de BD!!!!
Desde pequenina, om a excepção da Mafalda...
Aquelas cores todas com um mini texto por figura, são mesmo uma seca.
Parece que leio a soluçar.
Não consigo estar atenta ao texto e à imagem!!
Não consigo mesmo ler.
Limitações!?!?!??!?!?
MB

BC said...

De facto obrigada Marta, pela partilha destas coisas bonitas e um beijo, já não te visitava há muito.
Isabel

O Cantinho da Mimi said...

Olá...

Dá uma espreitadela no meu blog ;)
www.ocantinhodamimi.blogspot.com

Beijos*

Henrique ANTUNES FERREIRA said...

Marta & mais malta

Acabei de postar um textículo meu na Minha Travessa, intitulado "O mal e a caramunha". Adivinha(em) sobre quem é... Sobre a «senhora» M. Proença... Se quiseres(em) ter a bondade de lá ir e cumentar (com o) fico à vossa espera. Obrigado.

Qjs & abraços

. intemporal . said...

. diaria.mente no comboio, re.vejo a publicidade no edifício da câmara municipal .

. e questiono.me .

. agora, estou ampla.mente esclarecido .

. bem-hajas .

. deixo um beijo abraçado .

Anónimo said...

Também lá quero ir dar um salto.
Leigo

Anónimo said...

Só uma coisa amiga Marta, devia ter colocado o autor do texto do Jornal I pois está bastante engraçado. De BD é que já não sou grande fã, mas acho muito meritório.Receba um abraço cordial,
AMG