segunda-feira, novembro 7

Quando à noite desfolho e trinco as rosas


[o busto de Sophia, ontem inaugurado no Jardim Botânico do Porto]




Quando à noite desfolho e trinco as rosas

É como se prendesse entre os meus dentes

Todo o luar das noites transparentes,

Todo o fulgor das tardes luminosas,

O vento bailador das Primaveras,

A doçura amarga dos poentes,

E a exaltação de todas as esperas.


Sophia de Mello Breyner Andresen




12 Comments:

Anónimo said...

LINDO!

p:

sem-se-ver said...

nao gosto muito. ela está/parece arrogante.

sophia não era, nunca foi arrogante, porque tinha a altivez dos grandes. e das grandes senhoras.

é totalmente diferente.

Luis Eme said...

a exaltação de todas as palavras com a Sophia, que merece todas as homenagens.

Funes, o memorioso said...

Estou com sem-se-ver. Sophia é, seguramente, uma das grandes senhoras da língua portuguesa. Mas este poema saiu-lhe mal. Acontece aos melhores. A ideia de trincar rosas é disparatada. Só uma vez é que provei pétalas de rosa, mas eram cristalizadas e serviam só para decorar o gelado. Espero que, ao menos, a senhora só tenha trincado as pétalas e não, também, os espinhos.

Funes, o memorioso said...

Caramba! O meu comentário anterior tem três vezes a palavra «só» numa frase. É muita solidão para um comentário SÓ.

Claudia Sousa Dias said...

Das poucas Autoras que podem usar rimas sem destruir a poesia...

sem-se-ver said...

eu referia-me ao busto, nao ao poema...

Funes, o memorioso said...

Ora bolas, sem-se-ver. Mas continuo de acordo com o seu esclarecimento.

Marta said...

Prof. Funes, sobra-lhe tempo?
- anda com tempo para se entregar a gelados com pétalas de rosa?

hummmmmmmmmmmmmmmm!

...e se fosse tratar daquele assunto?

tá ver? aquele?

- esse mesmo!!!

Marta said...

SSV, não me parece arrogante... parece-me assim mais...sei lá...imensa :) uma "altivez" de farol, que é altivo porque tem de ser...

Marta said...

concordamos, Claudia...

Marta said...

pois merece, Luís!