quarta-feira, setembro 14

Procuro o trânsito de um homem que repousa em ti



Procuro o trânsito de um homem que repousa em ti

Como se desvia um homem do seu coração para seguir viagem

Como deixa ficar tudo e acrescenta à sua herança

Procuro conhecer os símbolos, os marcos miliares

Diurnos, como se lêem

Sinais de fumo e o ângulo dos pombos – e todas as coisas

Que nos chegam da distância

Procuro saber como se fecham os pés dentro dos teus
Percursos

Como se põe descalço um homem que necessita
De atravessar-se

E desejo outra vez desdobrada a tua palavra cheia
De estrelas

Para que as recorte, para que as ponha no silêncio
Vivas

Na minha boca e nas minhas mãos
Em chamas

Daniel Faria

2 Comments:

josé luís said...

ah... este conheço. mas é sempre um must.
(penso muitas vezes no que poderia ele ter ainda escrito)

Bípede Falante said...

Provocante :)
beijoss