Domingo, Novembro 15
Mad Girl's Love Song
I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)
The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)
God topples from the sky, hell's fires fade:
Exit seraphim and Satan's men:
I shut my eyes and all the world drops dead.
I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)
I should have loved a thunderbird instead;
At least when spring comes they roar back again.
I shut my eyes and all the world drops dead.
(I think I made you up inside my head.)
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)
Sylvia Plath
translated by Maria Luíza Nogueira in A REDOMA DE CRISTAL, pag. 225, Ed. Artenova, Brazil, 1971
imagem: Leila Pugnaloni
Etiquetas: Escritores, poemas, Sylvia Plath
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4 Comments:
amiga marta... quem mais?
aqui houve submarino ao fundo na primeira coordenada! Não houvessem mais linguagens no mundo, pelo menos na da poesia nos entenderíamos... sylvia plath e ann sexton, são muito culpadas deste vicio terrível de amar incondicionalmente a palavra!
um imenso abraço
abraçimenso
Leonardo B.
|ia jurar que há uma tradução muito bonita que é mais ou menos "fecho os olhos e o mundo inteiro morre de súbito; quando os reabro olhos, tudo nasce novamente"... mas não vou apostar, porque o original por si fala. obrigado por este pequeno conforto... e para mais, que neste lado escuto a banda sonora do The Whale Rider da Lisa Gerrard; perfeito, perfeito!|
Estou a visitar o seu blog pela primeiríssima vez, e gostei muito, adorei o titulo!
belo.
csd
lindo... Vou guardá-lo.
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