terça-feira, fevereiro 28

O mundo vê Charlot pela primeira vez

‎28 de Fevereiro de 1914... O mundo vê Charlot pela primeira vez


A altura não podia ser mais apropriada para relembrar um dos nomes maiores do cinema mudo. “O Artista”, um filme em jeito de homenagem ao género, acaba de se sagrar o grande vencedor dos Óscares.

Aproveite-se então a onda de curiosidade momentânea para recordar o actor, director, produtor, bailarino, argumentista... e músico britânico.

Charles Spencer Chaplin foi um dos artistas mais famosos do período conhecido como “Era de Ouro” do cinema dos Estados Unidos. Tal como o protagonista do “Artista”, os seus maiores sucessos decorreram até ao aparecimento do cinema sonoro.

Tudo começou muito antes dessa “ameaça” da modernidade, em 1914, quando o actor se estreou em “Between Showers” (“Charlot e o Guarda-chuva”), uma curta-metragem realizada por Henry Lehrman e produzida pela Keystone Film Company. Charles tinha-se mudado para os Estados Unidos uns anos antes,
participando em peças de teatro, onde despertou o interesse da Keystone. Não foi fácil para o jovem actor, habituado aos palcos, adaptarse ao estilo cinematográfico e os primeiros papéis não foram consensuais. Com o tempo, contudo, Chaplin tornou-se inseparável da personagem “Charlot”, com o sucesso que se conhece. Na ressaca da cerimónia que celebra a indústria do cinema de Hollywood, valerá a pena recordar a relação pouco amistosa que Charlie Chaplin mantinha com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Recebeu dois Óscares honorários e outro pela banda-sonora do filme “Luzes da Ribalta”, coleccionou algumas outras nomeações, mas não escondia o desprezo pelos prémios.

Conta-se que terá provocado alguma urticária junto da Academia por usar as estatuetas como auxiliares para impedir a porta de casa de bater.

Catarina Santos


Fonte: aqui

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