quinta-feira, fevereiro 18

no ruído do meu silêncio


no ruído do meu silêncio não me perco, traço pontos entre linhas imaginárias, os pontos reais , os pensamentos incorpóreos, e entre um ponto e outro anoto as variantes de silêncio que percebo:

o silêncio do vento parado, o silêncio do ar respirado, o silêncio do meu coração, o silêncio da minha alma


custa-me mais ouvir a alma, esse silêncio que toco de uma a outra

letra à música que faço no silêncio que afogo


há silêncios tão longos como uma noite longe
imagem: [não sei]

12 Comments:

Vera said...

Marta, desculpa o abuso :-S
Levei este poema para o Vekiki.
É este o silêncio que hoje sinto.
Um beijo para ti
Obrigada

Angélica Lins said...

É sempre incrível a emoção de estar aqui.
Belíssima postagem sobre o silêncio!

Cheiros

leonel said...

O silêncio que se faz por trás destas palavras tocou-me sensivelmente...

Silencio-me já, pois nada que eu possa aqui escrever descreverá o que eu realmente senti quando estas linhas li...

Abraço!

Marta said...

mais pequenos poemas imensos podem ser encontrados aqui, no blog do autor

http://quepoesia.blogspot.com

Zaclis Veiga said...

Marta, querida
este é o meu retrato, hoje. só hoje.

Apple said...

Obrigada por me apresentares o Pedro Faria Lopes :)

Andreia said...

Realmente, há silêncios que perturbam... *

Carlos Barbosa de Oliveira said...

Hoje, também falo de silênciso no DO. De outros silêncios, igulmente significativos.
Bom fds

Luna said...

Nooooossa, encantei!
Voltarei sempre!
bjs

Bípede Falante said...

Maravilhoso. Não conhecia esse poeta. Vou procurar por ele. Gostei muito...

Carlos Eduardo Leal said...

Maravilhoso este silêncio que grita.
Em teu blog (vim através da Patrícia Reis), são as palavras que gritam no silêncio dos amanhãs. Encantado com a sensibilidade das tuas palavras.
Um abraço (do Brasil),
Carlos Eduardo
veredaspulsionais.blogspot.com

Blondewithaphd said...

Ia dizer algo mas deixo o silêncio que fale por mim.