terça-feira, fevereiro 2

SEIVA - a sobrevivência dos cactos

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«Numa terra árida e quente, apenas pontuada por alguns cactos, uma mãe (Hécuba) e duas filhas (Yerma, a filha biológica, e Ofélia, a filha adoptiva), nunca param, como se cumprissem uma espécie de penitência. Todas escondem segredos que, pouco a pouco, vão sendo confessados, e mantêm-se auto-suficientes graças aos cactos que vão comendo. Mas caminhar para onde e para quê? O que fazer quando descobrem que todas partilham do mesmo desejo, o de assumir as suas verdadeiras identidades?

Hécuba – A vida vive-se, não espera que a vivamos. As coisas acontecem.
Ofélia – E como é que vives depois de ser atropelada por um camião?
Hécuba – Levantas-te e caminhas, Lázaro.
Ofélia – Até quando?!
Hécuba (austera) – Até teres esgotado realmente as tuas energias. (pausa; o tom adocica-se) Às vezes, quando pensas que estás morta, descobres que ainda podes arrastar-te mais um pouco e, com o tempo, recobras as forças.

[gostava tanto de ir! é no Teatro Dona Maria II. dia 9 de Fevereiro. a entrada é livre]

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