segunda-feira, fevereiro 22

deixa-te ficar em minha casa




Tenho livros e papeis espalhados pelo chão

A poeira de uma vida deve ter algum sentido

Uma pista, um sinal de qualquer recordação

Uma frase onde te encontre e me deixe comovido



Guardo na palma da mão o calor dos objectos

Com as datas e locais. Porque brincas, porque ris.

E depois o arrepio: a memória dos afectos

Que me deixa mais feliz



Deixa-te ficar na minha casa

Há janelas que tu não abriste

O luar espera por ti quando for a maré-vasa

Ainda tens que me dizer porque é que nunca partiste

[...]

João Monge/João Gil

1 Comment:

Angel said...

Lindo!

Adorei encontrar seu blog.

Abraços.