terça-feira, março 13

"Temos de dar um salto civilizacional"


[Maria Joaquina Madeira]

Alentejana dos “quatro costados” não sabe explicar bem porque tem, todos os anos, de regressar ao Minho e, por lá, recarregar energias que, “talvez, não sei ao certo, aquele verde intenso ajude a repor”. E intensidade, determinação, uma atenção acutilante à realidade que a circunda não faltam à coordenadora do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.


Maria Joaquina Madeira, 65 anos, garante que, apesar da diferença geracional entre ela e o ministro da Solidariedade e Segurança Social, o diálogo e o trabalho estão em perfeita sintonia. Diz que são uma “boa prática, daquilo que este Ano Europeu também defende: diálogo e solidariedade entre gerações". De Maria Joaquina Madeira, Pedro Mota Soares, 37 anos, disse, durante o discurso de abertura do Ano Europeu, a 28 de Fevereiro, que “a sua ação, determinação e experiência são garantia de que Portugal saberá aproveitar este 2012”, acrescentando que a coordenadora “é uma pessoa incontornável na área social, com provas dadas e uma experiência transversal que será capitalizada no desenrolar deste Ano Europeu, nas suas diversas frentes”.

Doroteia, nos tempos de colégio, Maria Joaquina Madeira revê-se na rebeldia e no secretismo do “Clube dos Poetas Mortos”, um dos seus filmes de eleição. De resto, aprecia quem sobe para cima da mesa e se dispõe a ver as coisas noutra perspetiva.

Partilha algumas ideias de “Saberes e Pilares para a Educação do Século XXI”, de Edgar Morin, que tem na mesa-de-cabeceira, mas o seu pragmatismo e a atual conjuntura levam-na a citar Peter Druker, que, nos últimos 50 anos da sua carreira, deu grande atenção à transição histórica do trabalho industrial para o trabalho do conhecimento.

A FOCUSSOCIAL subiu a uma mesa e conversou com Maria Joaquina Madeira. Para ver o Ano Europeu numa outra perspetiva. A sua.

Pode ler-se a entrevista aqui

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