sexta-feira, julho 16

Fé nos burros


«A AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) em parceria com o fotógrafo João Pedro Marnoto, pretende através da instalação fotográfica "Fé nos Burros" enaltecer a utilidade e importância da relação homem-animal, com especial relevância para as burras, burros, mulas e machos. Esta cultura rural associada aos habitantes das nossas aldeias, retratada nas suas maneiras de trabalhar com a terra e animais, a sua cumplicidade na relação com os mesmos.
Apesar da AEPGA, ser uma associação cujo objectivo se centra na recuperação e manutenção da Raça Asinina de Miranda, o burro e o gado muar assumem neste projecto uma figura, que simboliza a riqueza cultural e natural desta região.
Através da presença deste animal iremos descobrir facetas do quotidiano dos seus donos, desde a sua cultura material, saberes artesanais, tradição oral, conhecimento popular, até aos seus sentimentos e emoções.
Iremos à procura da presença de um mundo antigo que ainda resiste à avalanche da modernidade, e sobretudo daqueles que assistem e resistem ao seu desaparecimento.»
Em Alfândega da Fé. Até 21 de Agosto.

5 Comments:

Anónimo said...

Por cá estão representados por seres muitos menos inteligentes.Marta, que polifacética !
Há muitos anos, tive um burro, dos normais, quadrúpede como os outros e de voz estentórea, como muitos bípedes. Ensinou-me algumas coisas, como a resignação perante os elementos, e a placidez perante outros gritos. Tive que o vender perante a proposta doutro agricultor que me disse : ou me compra a minha burra, ou me vende o seu burro. Cedi.
Pode não acreditar, mas foi das poucas vezes que vi o burro abanar a cauda.
Um abraço, A.Quadros

Leca said...

Agradeço...
principalmente...você...
querida leitora...
e escritora...
por me inspirar...
por flutuar...

Beijossssss
Leca

cduxa said...

Fé nos burros. Pouca fé nos homens.

heretico said...

Burro é burro, mula é mula!
nada de confusões...lol

beijos

Carlos said...

BOM CONSELHO

Põe sempre os nomes aos bois
Nas histórias que contares.
Ou logo os burros depois
Se queixam de os retratares:
"Mas são as minhas orelhas!
Este azurrar é o meu!
Se estas são minhas guedelhas!
Ai este burro sou eu!
Não me nomeie ele embora,
Toda a Pátria vai agora
Saber-me por burro, hin-hã!
Ai que eu, hin-hã, hin-hã!"
- Quiseste a um burro poupar...
Logo doze hão-de zurrar.


Heine