domingo, junho 19

Põe as minhas mãos no centro da tua loucura


Põe as minhas mãos no centro da tua loucura

Libertaremos o tempo da lei que o aprisiona

e saíremos para o espaço estelar sem queda

ou regresso

Faz de mim o avesso do teu partir

Juntos completaremos o círculo da terra,

possuíremos a ciência aberta

da seiva e dos cometas,

assim naturais,

compactos com a presença do mínimo

Da tua loucura cantarei versos de lúcida

transposição da morte, respirações capazes

de produzir encantamento entre as pedras

Recolheremos as constelações e os peixes,

e quando os olhares se voltarem para ver

anunciaremos um país livre de bússolas

e de mapas,

um país exacto de pássaros,

um país de auroras e violinos e tudo

Vasco Gato

1 Comment:

Djabal said...

"Bem se pode viver de um só Conto, e, na verdade, os todo-amantes vivem de uma só notícia total do Ser, do Mistério que um é para o outro em seu só existir."