quinta-feira, junho 9

Escrito de Memória


Formado em direito e solidão,

às escuras te busco enquanto a chuva brilha.

É verdade que olhas, é verdade que dizes.

Que todos temos medo e água pura.


A que deuses te devo, se te devo,

que espanto é este, se há razão pra ele?

Como te busco, então, se estás aqui,

ou, se não estás, por te quero tida?

Quais olhos e qual noite?

Aquela

em que estiveste por me dizeres o nome.


Pedro Tamen, in Tábua das Matérias




imagem: Sergio Romagnolo

2 Comments:

josé luís said...

oh, mais três perguntas sem resposta...
:)

sem-se-ver said...

que maravilha de poema