domingo, março 25

Onda de arte chega em Copacabana



Leila Pugnaloni inaugura exposição individual no Rio de Janeiro

A exposição "Onda", da artista visual Leila Pugnaloni será inaugurada na galeria Colecionador, no dia 12 de abril, as 19h. Sob a curadoria de Marco Antonio Teobaldo, a mostra é dividida em duas partes distintas: uma seleção de desenhos e um conjunto de pinturas da série "Módulos de luz", em que a arti...sta trabalha com as questões de volumes tridimensionais e o reflexo das cores sobre as áreas vazias. Com mais de 25 anos de experiência na orientação de desenho de figura humana, a artista exibe pela primeira vez trabalhos em que poucas linhas e precisas definem os corpos e silhuetas, às vezes de forma minimalista. "O meu trabalho é autobiográfico", revela Leila Pugnaloni ao se referir ao resultado alcançado.

Paralelamente aos seus desenhos, a artista vem produzindo um trabalho em pintura elogiado no passado por Paulo Leminski, Paulo Herkenhoff, Tadeu Chiarelli, dentre outros. Influenciada por Volpi, Tarsila do Amaral e pelo Concretismo, criou um estilo próprio que reflete o seu pensamento sobre a questão urbana contemporânea. Esta inquietação fez com que a artista trouxesse a sua pintura para outro planos fora do limite imposto pelas telas, afirma Teobaldo. "Onda" é o titulo de de uma das obras apresentadas nesta exposição, em que Leila Pugnaloni trabalha o movimento modular de sua pintura. Seus trabalhos poderão ser vistos na galeria Colecionador de 12 de abril a 16 de junho. A galeria tem o propósito de formar um novo público de colecionadores e estimular a compra de de obras de arte a preços acessíveis, conforme informa o galerista e organizador da exposição Ludwig Danielian.

ONDA - Leila Pugnaloni
Curadoria: Marco Antonio Teobaldo
de 12 de abril a 16 de junho de 2012
Galeria Colecionador
Shopping Cassino Atlântico- Avenida Atlantica, 4240, loja 224 , Copacabana
Rio de Janeiro (RJ)

imagem: Leila Pugnaloni

sábado, março 3

Agradeço-te...



[...] Agradeço-te estrangeiro teres trazido meu coração de volta.

Paulo José Miranda


 
imagem: Leila Pugnaloni

segunda-feira, novembro 7

11 do 11 de 2011


«No próximo dia 11 de novembro, a Galeria Colecionador Contemporâneo recebe a coletiva "ONZE", com a curadoria de Marco Antonio Teobaldo.

A galeria decidiu transformar a data 11/11/11 em uma exposição de arte e evocar a sorte que a repetição dos números pode trazer aos supersticiosos de plantão...»

[...e...a Leila Pugnaloni... está lá! vamos num instante ao Rio de Janeiro? eu queria muitooooo... :) ir...]

domingo, fevereiro 13

Poderia ter escrito a tremer de respirares tão longe

Poderia ter escrito a tremer de respirares tão longe
Ter escrito com o sangue.
Também poderia ter escrito as visões
Se os olhos divididos em partes não sobrassem
No vazio de ceguez
E luz.
Poderia ter escrito o que sei
Do futuro e de ti
E de ter visto no deserto
O silêncio, o fogo e o dilúvio.
De dormir cheio de sede e poderia
Escrever
O interior do repouso
E ser faúlha onde a morte vive
E a vida rompe.
E poderia ter escrito o meu nome no teu nome
Porque me alimento da tua boca
E na palavra me sustento em ti.

Daniel Faria

imagem: Leila Pugnaloni
Poema desviado daqui

segunda-feira, janeiro 17

há abraços que, às vezes, ficam por dar


imagem: Leila Pugnaloni

sexta-feira, janeiro 14

O bandido que sabia latim


[...chegou ontem, querida Leila! Gostei muito, muito, muito. Fiquei feliz. Com a sua dedicatória - linda linda - e com a de Toninho Vaz. Obrigada. Mil obrigadas.
E, sim, querida Leila, há um encanto imenso em tudo isto... Eu sinto...]


«Paulo Leminski foi uma inesquecível tempestade na cena cultural brasileira, antes de morrer aos 44 anos, em 1989, no auge do sucesso, como um mito. O poeta marginal de Curitiba chegou aos anos 80 fixando sua marca em trabalhos assinados na Veja, Folha de S.Paulo e na televisão, no Jornal de Vanguarda, enquanto encantava com suas impecáveis traduções de John Fante, Alfred Jarry, Yukio Mishima e Samuel Beckett.

O BANDIDO QUE SABIA LATIM resgata a vida deste artista que foi hippie; professor de judô, História e redação; publicitário; inveterado conquistador e bebedor de vodca; marido de Alice Ruiz; gênio e doido; ídolo e mestre que deixou muita poesia e saudade para gerações de leitores. Antonio Carlos Martins Vaz (Toninho Vaz) nasceu a 2 de outubro de 1947, em Curitiba. É jornalista e roteirista de televisão. Começou escrevendo no Diário do Paraná, em 1969. Foi editor e colaborador de diversos jornais alternativos nos anos 70 e 80 - Anexo, Raposa, Polo Cultural, Pasquim, Nicolau. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1974. É casado com Naná Gama e Silva e tem uma filha, Maria Carolina.

Trabalhou como editor de texto na Rede Globo durante quatorze anos. De 1995 a 1998 viveu em Nova York. Atualmente mora em São Paulo.» Fonte: aqui

quinta-feira, dezembro 2

Entropia Vivencial com desenhos de Leila Pugnaloni

Crônicas e memórias
Karin Birckholz lança Entropia Vivencial, livro com ilustrações de Leila Pugnaloni
«Dia 5 de dezembro, o livro Entropia Vivencial - Crônicas e memórias, da escritora Karin Birckholz, é apresentado em Curitiba. A obra está ilustrada pela artista plástica Leila Pugnaloni e teve a coordenação da editora Marlise de Cássia Bassfeld, com design gráfico de Maria Christina Nickel. É uma publicação independente, que aborda tempos e lugares, cujo sentido é dado pela autora por vezes quando recorre à realidade cotidiana, por vezes como quem devaneia para trazer ao leitor alguma questão ou a sua metáfora. De seu desejo de escrever, Birckholz afirma: “entendo que devemos por no mundo aquilo que ‘quer sair’. Se intuitivamente sentimos a necessidade de nos expressarmos com palavras ditadas pela inspiração, devemos fazê-lo sem medo de errar”. Em seus escritos, observa-se que Birckholz reconhece e se defronta corajosamente com as misturas da vida: o silêncio das horas em momentos de profunda reflexão; o lirismo possível na valorização de uma jabuticabeira; a alegria de uma viagem ao lado de seu grande amor; a exigência pela busca de superar os próprios limites. Conforme analisa a editora do livro, nos textos, “o valor de uso de um objeto – um par de tapetes, por exemplo – se sobrepõe ao consumismo desenfreado que tanto se festeja nos tempos atuais. Além disso, um relato de experiência despretensioso pode conter elementos de um passado prático, com alguma medida de imaginário consentido, no legítimo exercício de sua expressividade”.
De fato, ao ter o primeiro livro de Karin Birckholz nas mãos, em textos tão bem ilustrados por Leila Pugnaloni, o leitor tem acesso a múltiplas possibilidades de um prazer estético que também pode fazê-lo reconhecer – e enfrentar – a própria entropia vivencial.»

quarta-feira, novembro 17

Ante um nu de Bianco

Quanto mais vejo o corpo, mais o sinto
existente em si mesmo, proprietário
de um segredo, um sentido - labirinto
particular, alheio ao ser precário.

Cada corpo é uma escrita diferente
e tão selada em seu contorno estrito
que a devassá-la em vão se aflige a mente:
não lhe penetra, na textura, o mito.

Trabalho eterno: a mão, o olhar absorto
no gesto fulvo e nu da moça andando
como flor a mover-se fora do horto.

Só o pintor conhece como e quando
o corpo se demonstra na pureza
que é negação de tempo e de tristeza.

Carlos Drummond de Andrade

Desenho: Leila Pugnaloni in DESENHOS, 2007

quinta-feira, setembro 9

Zaclis Veiga - luz, linha, papel

[ adoraria estar lá de corpo e alma. estarei de alma. muito de alma. com a alma inteira, nesta exposição da minha muito querida amiga Zaclis.
ficarei aqui, olhando pelas janelas que me abriste... sentindo muito. sentindo tudo.
e agradecendo a deus o cruzamento dos nossos caminhos e a árvore, aqui ao lado, que fizemos nossa ]

Os trabalhos de Zaclis revelam sua profunda intimidade com a luz, adquirida pela prática da fotografia – forma de expressão constante da artista.
Fotografou trabalhos feitos com dobraduras em papel, e, a partir do convite feito pela Secretaria Municipal de Esporte e Cultura para mostrar em Castro as fotos e os desenhos feitos em nosso atelier, pesquisou elementos que pudessem remeter à cidade e, assim, escolheu a partitura impressa da valsa “Vem”, de Bento Mossurunga. A partitura adquire, então, a função de suporte para novas experiências. Segundo Zaclis , “a sonoridade da canção de Mossurunga remete a idéia de vôo” e é por isso que recorta secções em forma de v nos papéis dobrados.
Ou seja, da simples proposta do desenho de observação das dobraduras do papel, Zaclis foi além dos contornos das formas. Seu olhar buscou os espaços vazados, registrando em nanquim sobre o branco do papel, a apreensão daquilo que já reside em sua essência: luz, clareza, objetividade.

Leila Pugnaloni
Agosto de 2010

quarta-feira, agosto 18

Mundo


Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.


Carlos Drummond de Andrade

Desenho: Leila Pugnaloni
[aliás, da minha querida Leila.
se é possível as pessoas serem nossas sem sequer o imaginarem? claro que sim.]

segunda-feira, fevereiro 22

O corpo não espera.


O corpo não espera. Não. Por nós
ou pelo amor. Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimentos vãos;
este pousar em que não estamos nós,
mas uma sêde, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo...

Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou.

Jorge de Sena
imagem: Leila Pugnaloni

quinta-feira, janeiro 7

o lado bom da saudade

Talvez o vento
Talvez as marés
Talvez o jeito
De seres como és
Fossem as ondas
A bater baixinho
Lá onde o mar faz o ninho
Estavas na praia
Os gestos discretos
Eram mistérios
De outros alfabetos
Puseste a mesa
Deste-me um lugar
E eu acabei por ficar
Não sei que nome te dar
O teu nome verdadeiro
Menina de olhar o mar
Saudades do mundo inteiro
E tu sorrias
E eu fui ficando
Por mais uns dias (nem me lembro quando)
Contei-te histórias
De tudo o que passei
E outras que eu inventei
Juntaste as mãos
À frente do peito
Disseste adeus
Não perdeste o jeito
De me dizer
Que a eternidade
É o lado bom da saudade
Não sei que nome te dar
O teu nome verdadeiro
Menina de olhar o mar
Saudades do mundo inteiro

João Monge/Luís Represas

imagem: Leila Pugnaloni

sábado, janeiro 2

sei a clareza dos teus gestos


[...] sei a clareza dos teus gestos, a eternidade do indizível,
mas não te sei inventar sem ritmo, sem pulso, sem toque.
para saber se o mundo se acende; para saber se o desejo é breve,
preciso de saber como são os teus dias.
como são os teus dias, a tua dor contra o meu peito?
[...]

imagem: Leila Pugnaloni

terça-feira, setembro 29

desenhos de Leila Pugnaloni em livro


[vou antecipar a minha viagem ao Rio de Janeiro...mais concretamente para daqui a um mês :) mas enquanto não partimos, podemos sempre deliciar os sentidos aqui LIN DOS. muito lindos...]