quinta-feira, janeiro 20

Bach, Mozart e Vivaldi na prisão...


«Violinos, violoncelos e violas de arco vão encher de música os corredores do Estabelecimento Prisional de Vila Real. O concerto realiza-se Sábado, dia 29 de Janeiro, às 18h30.
O Ensemble de cordas Música Esperança, vai levar aos reclusos música que passa pelo reportório de compositores mais afamados como Bach ou Mozart até outros menos conhecidos do público em geral como Henry Wieniasvsky.
O concerto será comentado. A vida atribulada dos compositores servirá de mote para um momento que se espera didáctico e de intervenção social.
O Ensemble Música Esperança faz parte da recém criada Associação Música Esperança de Portugal, cuja Associação mãe está sedeada em França e é liderada pelo reconhecido pianista franco-argentino Miguel Ángel Estrella.
Este ensemble é a parte mais visível da Associação Música Esperança de Portugal. Leva a música aos lares, prisões, escolas, hospitais e a todos os locais onde ela geralmente não chega. É também objectivo da Associação intervir junto de comunidades mais desfavorecidas, nomeadamente em Trás-os-Montes, fomentando o gosto e a prática da música.

A Associação Musica Esperança existe em 15 países da América Latina e Europa, é já uma Federação Internacional e - entre outras distinções - recebeu no ano passado o II Prémio UNESCO/Bilbau para a Promoção de uma Cultura de Direitos Humanos.

Miguel Ángel Estrella, mentor do projecto, foi preso e torturado nos anos 70 pela ditadura latino-americana pelo seu trabalho artístico e social junto das populações mais pobres. Miguel prometeu a si próprio que se saísse vivo da prisão ia criar uma associação para levar a música aos mais humildes, aos mais desamparados. Ia fazer da música um meio solidário, esbater o ruído da comunicação entre os ricos e pobres do mundo.
Nascia a Associação Música Esperança. E agora, neste inicio de ano de 2011, nasce em Portugal».
[Para mais informações, por favor contacte o número 91 225 69 77 ou 91 766 90 30, musicaesperacaportugal@gmail.com]

3 Comments:

Carla Farinazzi said...

Oi Marta!

Tudo bem?
Que projeto legal, hein?
Gostei da ideia.

Beijos

Carla

hesseherre said...

Marta, boa tarde...
Acredito que este procedimento deva ser estimulado em quase todas as esferas da nosa ou vossa no caso sociedade civil....exceto justamento os apenados pelo sistema prisional. Para eles, as regras da lei: isolamento, umas poucas vantagens, acesso aos livros de uma biblioteca - lembra de Caryl Chessman - que se formou na prisão nos EEUU - para se defender aliás inutilmente de uma pena de morte? Era o bandido da Luz Vermelha.
Seria hilário se não fosse triste ver a música destes magníficos compositores executadas para gente com as mãos manchadas de sangue, ou estupradores ou sequestradores...ná, eu não consigo aceitar esta coisa.
Bondades para os bons - e os há, os velhinhos, os indefesos, as crianças, até os portadores de deficiências físicas e canceres...
e nossos / vossos mendigos e esrta demolida classe média NOSSA.

Anónimo said...

Percebo o que tu queres dizer, mas nem tu nem eu estivemos na situação de ser presos por errar, quem sabe num momento de folie..., e não só ser privado de liberdade, mas também da música, que nos poderia elevar a alma e tal vez nos fazer (re)encontrar o caminho mais certo...Acredito que a música tem o poder de transformar o ser humano e de o levar para esferas que nem sonhavamos ser atingíveis...Tornamo-nos mais humanos quando damos a oportunidade a alguém de redecobrir ou descobrir e desenvolver a sua parte mais humana...