fui a Guimarães, jantar a casa de uns amigos. casa nova. onde fica?
- perto do pavilhão multiusos.
temo pela minha sanidade mental.
a tudo e a mais a alguma coisa.
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Não posso adiar para outro século a minha vida/Nem o meu amor/Nem o meu grito de libertação/Não posso adiar o coração António Ramos Rosa
Há aqueles que não podem imaginar um mundo sem pássaros; há aqueles que não podem imaginar um mundo sem água; ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros.Perdoa-me, devolve-me a paz que tinha quando estava no teu regaço, no seio da minha mãe. Deixa-me. Encontra-me. Não posso continuar assim. Ouve-me hoje. Ajuda-me amanhã. Não sei se acredito. Não te minto. Mas hoje ouve o meu coração e junta-o ao teu. Patrícia Reis
e aqui moramos nós/sem história/sem família/sem passado/nesta paz que não existe/neste amor que nunca foi/mas que é para sempre. João Negreiros
Porque não sei como dizer-te sem milagres/que dentro de mim é o sol, o fruto,a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,o amor,que te procuram. Herberto Helder
Tengo las manos de ayer, me faltan las de mañana. Eduardo Chillida
Uma gaiola foi procurar um pássaro. Franz Kafka
Quanto mais se é feliz menos se presta atenção à felicidade. Alberto Moravia
Outside of a dog a book is men's best friend, inside of a dog it's too dark to read. Grocho Marx
Nous écrivons pour goûter la vie à deux reprises, dans le moment et en rétrospective. Anais Nin
A filosofia não é um meio de descobrir a verdade. Mas é, como a arte, um processo de a «criar» . Vergilio Ferreira
15 Comments:
Por uma vez (que espero sinceramente não se repita), estou absolutamente de acordo consigo. Absolutamente.
A moda começou com a EXPO 98, de má memória. O "Pavilhão Atlântico" (como se designa hoje aquela abjecção plantada na margem direita do Tejo e que parece a ampliação gigantesca de uma tampa de sanita) era então o "Pavilhão Multi-usos"). Para não ficar atrás da capital, a saloiada das câmaras municipais de todo o país quis logo, também, um "Multi-usos" na sua terriola.
O que mais me impressiona é que a esmagadora maioria dos Multi-usos não têm, habitualmente, uso nenhum.
Sou tal e qual com o telemóvel. Simples e sem muitas voltas. Quais multi, quais quê!É uma multi-moda.
Marta, concordo com você e sou solidária à sua angustia e irritação.
É a cultura do shopping.
É a morte da rua junto a identidade de sítios que tinham sua excelência, desde o visual, ao local.
Agora o que vemos é a proliferação de "disney's".
São os equipamentos que resolvem tudo, mas a curto prazo. Tudo é descartavel e sem personalidade.
Tempos de "placas mães".
E mães, como me diz um sobrinho da mecatrônica, morre . Nada mais é feito para durar. Nada faz nada sozinho.
Ah, confusão dos tempos...
Obrigada pela visita, Marta.
Teu blog continua ótimo!
Pois é! Reservemos aos canivetes suíços o espírito de canivete suíço! Concordo contigo. Antes de ser multi, é preciso ser uni (já me ofereceram um aparelho que tinha uma série de funções mas NÃO funcionava como telefone, acredita?).
Abraços saudosos!
Concordo.
Mas o meu comment reporta-se à imagem horrorosa desse caniteve. Jamais ousei pegar num - tenho a ceretza de que se o fizesse e tentasse utilizar, em segundos ficaria com um membro decepado. Ou, no mínimo, com vários dedos decepados.
"MULTIBEM" esgalhado!E a irritação também lhe assenta muito bem, Marta!
Leigo
Eu cá também não gosto nada dessas multi-montão-de-coisas-ao-mesmo tempo-tipo-salgalhada-sem-identidade-certa.
Mas sempre quis ter um canivete suíço...pq dá quase a garantia de podermos ser um Mac Gyver instantâneo.
o meu ex deu-me um...canivete suiço. acabou no lixo.
sabes estou-te mesmo a ver a ter aquele diálogo com a vendedora...eheh!
csd
...pois é como os polivalente... depois não fazem nada bem... ajeitam-se!
Aqui em Braga ainda temos o nosso teathro Circo, mas sinceramente a programação é uma palhaçada... divulgam o que não presta e os espectaculos de jeito ( poucos) estão semptre esgotados...
Parabéns pela participação na i...
É a tendência da época, espaços que podem ser tudo e não são verdadeiramente nada. Tal como nós, que cada vez mais temos de ser multifacetados e cada vez menos aquilo para que verdadeiramente estamos preparados. O que é prático: podemos sempre ser substituídos por qualquer pessoa, que faça qualquer coisa.
Bjs e Bom Natal.
Os multi "não-lugares" proliferam. Pior, são conotados como "modernos".
multifalhas, multiegoísmos, multisolitários.
Amiga Marta.
Aqui en Bs. As. llego el Verano.
Un recuerdo de Astor, para vivirlo, en mi blog para Voce.
1 beso
E já houve a era/moda poli ... polivalente. Até os seres humanos, que já não bastavam serem apelidados de recursos humanos, ainda acumulavam o pomposo cognome de polivalentes.
Eu fui uma delas. Agora sou uma multi média para a estatística do desemprego. :D
Feliz Natal, Martinha e um próspero 2010.
O que eu me ri, maninha! Levando a coisa ao extremo, um homem multiusos até podia ser gay...bastava que tivesse uma tecla para essas funções...E depois esquecia-se das básicas...
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