quinta-feira, agosto 16

Durante o sono

Durante o sono retiraram-me uma costela


Ficou-me no peito um vazio que não consigo preencher

Custa-me a respirar

Eu quero de volta a minha costela

quero de volta todas as costelas

Quero de volta o paraíso

quero de volta o silêncio rumorejante

quero de volta as poluções nocturnas

e diurnas

Quero uma mulher

feita de chuva

e vento

e fogo

e neve

e luz

e breu

e não de argila

como eu

Jorge Sousa Braga

2 Comments:

josé luís said...

também eu!

e vou @r, claro... :)

Marta said...


:)))