quarta-feira, maio 16

Um sorriso que passa?


Saber de ti…

Mas para quê?

O que eu penso é o que vale!

E se não fores como eu te julgo

ou como eu te vi,

que a tua boca não fale!


– O que tu és não me interessa, crê.


Bendigo o teu sorriso,

que veio encher o meu olhar de luz!

Mas para quê saber quem és

ou que destino te conduz?!…

Não sei a cor dos teus cabelos

conheço a tua boca apenas quando ri…


Não voltes mais!

Que a visão do teu sorriso

– sorriso de curvas ideais,

virá dulcificar

a agonia dos poentes

destes meus dias sem remédio,

longos, incoerentes,

e desiguais!


Judith Teixeira

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