sábado, maio 19

Na Gare




Sigo neste comboio. Tu, querida,


Recorda-te das horas deliciosas
Que ambos passamos desfolhando rosas


                               Na taça do prazer.



- Oh! Sempre! Sempre!

E deu um nó no lenço

Para não se esquecer.


Gomes de Amorim

in Cem Anos de Caminho de Ferro na Literatura Portuguesa, 1956

aguarela: António Cruz

2 Comments:

Luis Eme said...

belo.

V said...

Uma delícia...!