segunda-feira, maio 14

O teu nome chega devagarinho ...

O teu nome chega devagarinho como as músicas humildes


e das tuas mãos esvoaçam pombas brancas


Na minha recordação vestes sempre de branco

como as crianças no recreio que os homens olham de longe


Nos teus braços morre um céu e outro nasce da tua ternura

Quando estou pensando o carinho abre-se a teu lado como uma flor


Entre ti e o horizonte

a minha palavra é primitiva como a chuva e os hinos

Porque ante ti se calam as rosas e as canções.


Carlos Oquendo de Amat

tradução de Nicolau Saião

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