sexta-feira, julho 1

quero dizer-te: não morras.



quero dizer-te: não morras.


Nem me digas quem és, quem foste, como sabes

a língua que se fala sobre a terra.

...

Ao lume lanço

toda a vontade de viver, ser vivo,

a cautela do ar, ardendo em torno.

Passarei, terás passado em mim, só quero

dizer-te: não morras nunca, agora, nunca mais.

António Franco Alexandre in Quatro Caprichos

imagem: Leila Pugnaloni

5 Comments:

josé luís said...

issíssimo...
(ou algo parecido)
:)

Luis Eme said...

sim.

não morras nunca.

(belo poema que desconhecia...)

Djabal said...

"Para mim duas das mais delicadas atitudes humanas são: a coletiva de saber ser nobremente público da Paixão e a de terceiro de amizade para o amor de outros, ou para a paixão do amigo morto." Macedonio Fernández

José Campos said...

Muito bom o seu blogue. Tem aqui mais um fã.

Lisarda said...

Mis aplausos!