domingo, julho 10
quarta-feira, julho 6
sexta-feira, novembro 19
Sweet Zalatimo
Andava eu aqui numa pesquisa [que nada tem a ver com isto] e acabo por encontrar esta loja absolutamente fantástica, em Amman, na Jordânia, onde estive, em Abril, e de onde trouxe seis caixas de iguarias iguais a esta. Encontrei a Zalatimo por acaso, muito perto do hotel onde fiquei alojada. Foram muito simpáticos. Deixaram-me provar. Responderam às minhas perguntas. Embalaram tudo com muito cuidado e profissionalismo. E, agora, ao dar de caras com este lugar, a vontade de voltar foi muita. Gostei bastante da Jordânia. Muito mesmo. E do que senti no Monte Nebo. E do banho no Mar Morto. Banho. Porque nadar é impossível. E, enfim, muitas coisas e pessoas extraordinárias. Infinitamente grata. É como me sinto, ao recordar.
Escrito/editado por Marta 2 Terráqueos
segunda-feira, agosto 2
Gare de Vichy
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
Etiquetas: estações de comboio, viagens
sexta-feira, julho 9
Entre santos e serial killers
[li o texto do Miguel Carvalho, primeiro. depois o da Inês Pedrosa. depois fui espreitar se o meu estava lá. fui ler o editorial. depois li o do Rui Zink. voltei a espreitar a ver se o meu ainda estava lá. e estava. li o do Francisco José Viegas, o da Hélia Correia e voltei, novamente,
quase ao fim da revista a ver se era mesmo verdade, a ver se o meu lá estava. e estava.
o nó de emoção ainda está cá. no sítio preferido dos nós. no peito. porque, confesso, uma coisa é admirar a Egoísta de longe, há dez anos; outra, é estar lá dentro.
para agradecer o convite à Patrícia Reis, editora da revista, não me chega nenhum superlativo absoluto sintético. provavelmente, só uma never ending story.
deixo aqui o texto que está nas páginas da EGOÍSTA. leve-a ao micro-ondas, antes de ler.
é verdade. verdade inovadora esta. e criativa. mas isso já todos sabemos. e não é de agora.
a minha já foi. só assim consegui ver esta capa. uma bela homenagem a Lispector.
uma edição inteiramente dedicada à liberdade]
Entre santos e serial killers
Aqui, voltada para o Muro, com uma oração que copiei de um livro, pronta a entalar entre as pedras milenares, sinto-me livre. Livre e grata. Exactamente a mesma liberdade que senti no Santuário da Multiplicação dos Pães e dos Peixes, em Tabga ou na Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Madaba.
Depois, na Mesquita do Rei Hussein, de pés descalços e cabelo recolhido num véu, voltei, novamente, a essa sensação de liberdade que a fé ou a dúvida – não estou certa – me dá.
Uma liberdade comovida, mais sentida no Monte das Bem-Aventuranças ou mesmo nas margens serenas do Mar da Galileia. Uma brisa muito leve e uma certa paz, branca e negra como a igreja de Antonio Barluzzi, tomam conta das minhas inquietações.
«Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!» E das oito, mais nenhuma me vinha aos lábios. Talvez por ser a que menos o meu coração entende. Talvez por a terra ser o princípio e o fim de tudo. O grande motivo.
«Se tiverdes a fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.» Sempre gostei desta parábola e, agora, ver o grão de mostarda feito souvenir, dentro de um vidro, com umas gramas de terra a dizer “Holy Land, 5 Shekels”, a dimensão profética esbate-se. Afinal, não há guerra, que não seja pelo poder da terra. Ainda por cima santa. E não há religião, que eu conheça, que não tenha os seus souvenirs.
A Terra Santa não é fácil. Ponto. Muito menos para espíritos inquietos. Muito menos quando se passam fronteiras. Que uma coisa é passar fronteiras outra, distinta, é ler jornais ou livros. Que uma coisa é imaginar e outra é ver. Ver o muro alto, de betão, coberto de grafites: «hipócritas». Lá o passei, para a Palestina. Tive liberdade para isso. E os que lá estão?
A liberdade religiosa é outra coisa. No seu conceito, dá-nos um certo conforto, pelo menos tal qual está declarada nos direitos humanos. «Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou
crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou colectivamente, em público ou em particular.»
E na terra das três grandes religiões monoteístas, com um deserto para atravessar, o tempo é outro. Para pensar e rever conceitos como este.
Para olhar para dentro e ouvir. Até porque o deserto tem esse poder escatológico. E sempre foi palco de grandes revelações. Encontramo-nos mais próximos de qualquer coisa, na mesma medida que não a sabemos explicar.
Ali, algures entre um Pai-Nosso do Padre Jardim e uma oração Bahai, do Guiora encontrei, talvez, a melhor definição de liberdade religiosa.
Talvez pela partilha generosa do conhecimento. Talvez pela convicção
com que cada um fez a sua oração. Talvez pela serenidade do abraço que deram. Não sei ao certo.
Sei que me é muito mais fácil acreditar no Bem e no Mal. Que é como quem diz, acreditar em santos e serial killers. Acredito na existência dos dois. Sem rebuço. [Sendo que é muito mais fácil acreditar nos segundos.] São os extremos de que o Homem é capaz. Pelo meio, andamos nós, os que duvidamos. Os que temos fé. Os que copiamos orações e as inventamos. Os que procuramos ser livres. Os que acreditamos, mesmo sem quipá, que há algo acima de nós.
Os que sentimos uma imensa gratidão por termos aprendido a dizer:
«Bem-aventurada é a região e o lugar, a casa e o coração».
Escrito/editado por Marta 17 Terráqueos
quarta-feira, abril 28
bem aventurada...
Deixo uma bela oração Baháí que aprendi com o Ghiora, um homem generoso na partilha do seu vasto conhecimento e aquém estou muito grata.
Bem aventurada a cidade, a montanha, o refúgio, a caverna ou o vale, a terra ou o mar, o prado ou a ilha, - onde se haja feito menção de Deus e celebrado o seu louvor».
Escrito/editado por Marta 5 Terráqueos
bem aventurados...
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
[...]
Mateus 5, 3-12
Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos
quinta-feira, abril 22
dificuldades - sérias - na aterragem
na realidade ainda não aterrei. continuo nas nuvens e com sérias dificuldades de adaptação à vidinha! a viagem foi magnífica e nem o vulcão impediu um final feliz. aos poucos vou postando imagens e palavras. mas preciso de tempo para aterrar definitivamente.
é que nesta viagem as placas tectónicas que tenho cá dentro também se deslocaram.
abriram-se brechas. sismos múltiplos. terramotos. nuvens de fumo. muita lava.
Israel, Palestina, Jordânia.
é que uma coisa é ler jornais. ou livros. outra, distinta, é atravessar fronteiras.
depois, há também a outra dimensão. a nossa. a pessoal. a que vai levar muito mais tempo a saber como ficará.
Escrito/editado por Marta 20 Terráqueos
Etiquetas: viagens
terça-feira, abril 6
quarta-feira, março 31
sexta-feira, junho 12
Um bilhete para o Santo António
Uma das coisas que mais me impressionou, nalgumas igrejas em Itália foi a quantidade de pedidos/agradecimentos escritos a alguns santos. Junto desta imagem de Santo António, na igreja de Santa Maria in Trastevere, podem ver-se os numerosos bilhetes e cartas [bem como algumas fotografias] que os devotos deixam no altar.
A basílica de Santa Maria in Travestere foi, provavelmente, o primeiro local oficial de culto cristão a ser construído em Roma, tornando-se num centro de devoção à Virgem Maria.
De acordo com o meu guia da viagem «a igreja foi fundada pelo Papa Calisto I no século III, quando o cristianismo ainda era um culto minoritário. A igreja actual é, na sua maior parte, uma construção do século XII, notável pelos mosaicos, especialmente os de Pietro Cavallini. Esta igreja tem fortes ligações com a comunidade local».
De Pádua ou de Lisboa o dia, hoje, é dele! E de quem o comemora. Por mim, fico à espera do São João e, já agora, do São Pedro! Ou não fosse o mês dos santos populares.
imagem: Marta [ainda sem as dicas da Zaclis :)]
Escrito/editado por Marta 1 Terráqueos
Etiquetas: Igreja de Santa Maria in Trastevere, Santo António, viagens
sexta-feira, junho 5
terça-feira, maio 5
Cafés do mundo - Greco
Tem mais de 200 anos. Fica na Via Condotti, 86. A rua das condutas que, noutros tempos, levavam a água até às termas de Agripa. Como sabem, é a rua onde se concentram as lojas dos mais prestigiados estilistas e marcas. No entanto, confesso, o que mais me encantou foi o Caffé Greco. As paredes forradas de História. Imagens de todos os nomes sonantes que passaram por lá.
Keats, Byron, Goeth, Pavece e outros tantos escritores. Liszt, Wagner e Bizet estão, também, entre os compositores que lá tomavam o pequeno-almoço ou bebiam um copo. As paredes estão forradas de memórias assim. E o piano preto, de cauda, num compartimento discreto, quase privado evoca sons eternos. Como a cidade.
Fundado em 1760, por um grego, o café tornou-se, como tantos outros, Europa fora, o lugar certo de muitos estrangeiros. Entre os seus frequentadores estão, ainda, Casanova e Luís II da Baviera.
Quem entra, percebe, de imediato, quem são os autóctones e quem são os turistas. Os turistas sentam-se, de nariz no ar, de olhos ávidos e estarrecidos e, só depois, fazem o seu pedido. A lista - listino dei prezzi in euro - tem um pouco de tudo! Um café expresso custa cinco euros. Um cappuccino ou um chá, sete. Um aperitivo ou um gelato, doze. O preço mais elevado da lista é o da champagne. Uma taça pode chegar aos 35 euros. Mas pelo ar feliz dos que lá estavam...
Os italianos de todos os dias ficam ao balcão, impecavelmente vestidos, a beber o seu expresso!
Roma. Roma. [suspiro] Dio, como ti amo!
imagem: café Greco
Escrito/editado por Marta 7 Terráqueos
Etiquetas: Café Greco, Roma, viagens
domingo, abril 12
Dias de culto
imagem: Filipe Pereira
Escrito/editado por Marta 4 Terráqueos



