terça-feira, agosto 25
De novo o sol, das novas tecnologias
Isabel Coutinho, jornalista do Público e autora do blog Ciberescritas esteve sete dias desligada. Das novas tecnologias, entenda-se. A sua vida longe dos telemóveis, dos computadores e das outras "ferramentas" facilitadoras da comunicação instantânea [assim como a mousse alsa, só que em vez de água, basta carregar numa tecla e já está...] é-nos contada pela própria na Pública do passado fim-de-semana.
Gostei especialmente do relato do dia 8 de Agosto. Sem recurso à Net Isabel Coutinho teve de escrever um obituário. O de Raul Solnado. E não tem acesso a telexes, nem à Net, nem à sua agenda telefónica electrónica. Só tem um computador que usa como uma máquina de escrever e uma pen! Pede ajuda a uma colega e, entretanto, procura fontes, documentos.
«Enfio-me no Centro de Documentação à procura da pasta com os recortes dos jornais dedicados a Raul Solnado, organizada ao longo dos anos. Encontro-a. Uff! Depois, vou à procura das revistas Pública encadernadas. Está lá a entrevista que Duarte Mexia fez ao actor em 2002. Volto à minha secretária. (...) Mergulho nos imensos papéis para escrever cinco momentos importantes na carreira de Solnado. Agradeço várias vezes em pensamento a quem durante anos fotocopiou e organizou aquela pasta onde está contida uma vida inteira. (...)»
Sim. Este trecho tocou-me. Os arquivos de papel. Os recortes. Que tantas vezes vi fazer. Num outro jornal. No DN. E achei muito nobre a Isabel Coutinho agradecer, em pensamento, a quem os fez. E fiquei a pensar: será que nesse arquivo "arcaico" haveria alguma coisa que não se encontre na Net? Enfim...gostei de ler. Gostei do relato dessa experiência que, afinal, não deixa ainda de ser o quotidiano de muitas pessoas. Sim, porque o relato do inverso, também seria interessante...
imagem: Tonho Oliveira
Escrito/editado por Marta 3 Terráqueos
Etiquetas: jornais, jornalistas, Revistas, TIC
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