domingo, janeiro 16

de resto, também dizemos coisas quando não as dizemos

chega de conversa, diria o meu avô aníbal. e teria razão. pescador toda a vida, apreendeu essas secretas passagens que o silêncio incute e promove. falar, afinal, não é matar de modo inconsistente todos os modos do sossego?

o que, por agora, tinha para dizer deve estar nas páginas que se seguem. dez anos antes ou depois, há frases que nos vão resumindo – cicatrizam-se em nós (porque o mundo / assim como sou / não me basta). pensei também em dizer que, algures, entre estes dois livros, seguem longas linhas de uma sincera confissão. mas depois vi que isso seria uma redundância humana.
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de resto, também dizemos coisas quando não as dizemos...



imagem: Luis Belrán

quinta-feira, outubro 21

quero...

"quero reaprender o amor na respiração das tuas mãos"
Ondjaki in Dentro de mim faz Sul

quinta-feira, setembro 17

Ynari, a menina das cinco tranças

Vi-o ao longe, na Fnac. E pensei: Danuta. Eu só penso Danuta, porque não sei dizer o segundo nome. Não porque a conheça pessoalmente. Conheço-lhe as ilustrações. Para aí desde 2003. E gosto tanto, tudo íssimo.
Depois aproximei-me e vi que o livro é da autoria de Ondjaki. Não imaginava. Bela dupla, pensei. Levei-o para casa e li-o nessa noite. Gostei bastante. Até porque, Ynari que me perdoe «o meu coração também inventa palavras...» e nada como nos identificarmos com o texto para que nos prenda e nos fique cá dentro.

Ondjaki in Ynari A Menina das Cinco Tranças
Ilustração (C) Danuta Wojciechowska