domingo, fevereiro 12

O sabor do cinema regressa a Serralves


«A programação do Momento Treze do Ciclo O SABOR DO CINEMA - que pelo sétimo ano consecutivo se propõe chamar e cativar novos públicos para o Cinema - obedece ao duplo imperativo de reflectir sobre a função / o funcionamento das imagens - em consonância com o quadro temático que anima este ano o trabalho do Serviço Educativo - e de estudar a transformação do olhar sobre os objectos em olhar objectivado - numa tentativa de agarrar a imperdível oportunidade de estabelecer um diálogo com a exposição Robert Rauschenberg, patente no museu até finais de Março.

Apostados em honrar públicos já fidelizados e em chamar ao nosso círculo de espectadores-conversadores os muitos mais olhares que gostaríamos de trazer a este ciclos, é nossa preocupação prosseguir e aperfeiçoar o dispositivo de projecção-conversa, por um lado, e privilegiar não apenas a divulgação de obras de referência como a apresentação de experiências cinematográficas cujos resultados são menos conhecidos porque pouco ou nada difundidos nos circuitos de distribuição comercial, por outro. Na estimulante companhia de cineastas fora do baralho como Mekas, Vertov, Deren, Allen, Erice, Godard, descobriremos o trabalho de geniais experimentadores como Léger, Cunningham, Cage e Keersmaeker, questionando ainda e sempre, através de imagens-pensamento, a triste via do pensamento único.
Programação: Os Filhos de Lumière

Fonte: aqui

quinta-feira, fevereiro 9

O que há de novo no amor?

sábado, setembro 17

Meia Noite em Paris

Estreia da semana

.........................................................................................................a não perder!

quinta-feira, setembro 1

Veneza é um festival!



«O drama político realizado por Clooney é o primeiro candidato ao Leão de Ouro a ser exibido em Veneza, onde disputará o galardão com filmes como “Carnage”, de Roman Polanski, “4:44 Last Day on Earth”, de Abel Ferrara, “A Dangerous Method”, de David Cronenberg, ou “Un Été Brulant”, de Philippe Garrel.


Na quinta-feira, a cantora Madonna é a mais aguardada na passadeira vermelha. A rainha da Pop desloca-se a Veneza para aparesentar “W.E”, o seu segundo trabalho como realizadora, que será exibido fora de competição. O filme que cruza o romance do Rei Eduardo VIII com Wallis Simpson, uma americana divorciada, e uma paixão contemporânea será exibido ao lado de filmes como “Mildred Pierce”, de Todd Haynes, “Wilde Salome”, de Al Pacino, ou “Contagion”, de Steven Soderbergh.

Portugal está representado no festival com dois filmes, ambos fora de competição. “Palácios de Pena”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, e “Cisne”, de Teresa Villaverde, integram a programação da secção “Horizontes”, sendo exibidos nos dias 2 e 3 de Setembro e nos dias 6 e 7, respectivamente.

Os vencedores serão conhecidos no último dia do festival, a de 10 Setembro.»

Fonte: aqui

sexta-feira, agosto 19

India Song


«Como eu tenho uma espécie de desgosto em relação ao cinema que tem sido feito, enfim, da maior parte do cinema que tem sido feito, eu queria retomar o cinema do zero, numa gramática bem primitiva… bem simples, bem primária: recomeçar tudo». Marguerite Duras

domingo, abril 17

You know when I said I knew little about love?



You know when I said I knew little about love? That wasn't true. I know a lot about love. I've seen it, centuries and centuries of it, and it was the only thing that made watching your world bearable. All those wars. Pain, lies, hate... It made me want to turn away and never look down again. But when I see the way that mankind loves... You could search to the furthest reaches of the universe and never find anything more beautiful. So yes, I know that love is unconditional. But I also know that it can be unpredictable, unexpected, uncontrollable, unbearable and strangely easy to mistake for loathing, and... What I'm trying to say, Tristan is... I think I love you. Is this love, Tristan? I never imagined I'd know it for myself. My heart... It feels like my chest can barely contain it. Like it's trying to escape because it doesn't belong to me any more. It belongs to you. And if you wanted it, I'd wish for nothing in exchange - no fits. No goods. No demonstrations of devotion. Nothing but knowing you loved me too. Just your heart, in exchange for mine.

Yvaine in STARDUST

quinta-feira, fevereiro 17

Cineliterário traz O Véu Pintado

“Por vezes, a maior viagem é a distância entre duas pessoas”

Vou adorar rever o filme em mais um CINELITERÁRIO, da inteira responsabilidade da Cláudia de Sousa Dias. Mais coisas aqui, num dos blogs onde escreve.

O Véu Pintado passa no Cineliterário, amanhã, às 21.30 horas, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. Vale a pena enfrentar o mau tempo e ir ver!

sábado, fevereiro 12

The music never stopped

segunda-feira, janeiro 24

Magníficas

[...um filme que revi este fim-de-semana. Com estas magníficas actrizes. De resto, induzida por mais um início que levei até ao fim... em boa hora (s)...]

terça-feira, janeiro 4

As pessoas normais não tem nada de especial

[dia 10 de Janeiro, às 21.30 horas no Theatro Circo, em Braga]


Les Gens Normaux n'ont Rien d'Exceptionnel
SINOPSE
"Alguém me contou a sua experiência num hospital psiquiátrico. Era um tipo perfeitamente normal, como eu ou outra pessoa qualquer. Isso foi o clic para começar a escrever o argumento. Quis mostrar que se pode levar uma vida normal e ao mesmo tempo oscilar, uma vez por outra, para esse universo. Quis também compreender o que é que se passava a partir desse momento. Será que estamos preparados para os internar? Será que, pelo contrário, tentamos fazê-los sair muito rapidamente?
No filme, um dos internados no hospital diz "as pessoas normais não têm nada de especial". Não é obrigatório concluir que a minha intenção é dizer que os loucos são obrigatoriamente interessantes. Isso seria um pouco simples demais. Essa frase não toma todo o seu significado porque é dita por um louco. Nunca vi, durante as minhas pesquisas nos hospitais psiquiátricos, os pacientes como se fossem monstros, mas sim como pessoas diferentes, que contam histórias, partilham sentimentos e transmitem emoções. Foi esse aspecto humano que eu guardei para as personagens do meu filme. Disse sempre aos actores para não fazerem de loucos.
Os diálogos bastavam para transmitir o que eu queria.
Quando escrevo um filme, parto sempre da realidade. De seguida, começo a tomar liberdades e a ficção faz-me derivar. Sinto-me filiada num certo cinema francês em que a palavra tem uma enorme importância. Um cinema bastante dialogado, com muito trabalho sobre a escrita. Mas ainda me sinto como que marginal na família do cinema francês. Talvez por este filme ter sido tão difícil de fazer."
Laurence Ferreira Barbosa [realizador]

sexta-feira, novembro 12

íssimo livro

Ask the dust

[via No vazio da Onda]

quinta-feira, outubro 14

Carta de amor I

Good morning, on July 7

Though still in bed, my thoughts go out to you, my Immortal Beloved, now and then joyfully, then sadly, waiting to learn whether or not fate will hear us -
I can live only wholly with you or not at all -
Yes, I am resolved to wander so long away from you until I can fly to your arms and say that I am really at home with you, and can send my soul enwrapped in you into the land of spirits -
Yes, unhappily it must be so -
You will be the more contained since you know my fidelity to you. No one else can ever possess my heart - never - never -
Oh God, why must one be parted from one whom one so loves.
And yet my life in V is now a wretched life -
Your love makes me at once the happiest and the unhappiest of men -
At my age I need a steady, quiet life - can that be so in our connection?
My angel, I have just been told that the mailcoach goes every day - therefore I must close at once so that you may receive the letter at once -
Be calm, only by a calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together -
Be calm - love me - today - yesterday - what tearful longings for you - you - you - my life - my all - farewell.
Oh continue to love me - never misjudge the most faithful heart of your beloved.
ever thine
ever mine
ever ours

L.
Ludwig van Beethoven
[ após a morte de Beethoven encontraram uma carta de amor, escrita a lápis, sem o nome da musa inspiradora. "Meu anjo, meu tudo, meu eu… Esqueceu de que não é inteiramente minha e de que eu não sou inteiramente seu? Oh, Deus!". A descoberta originou o filme Immortal Beloved, de 1994, dirigido por Bernard Rose]

terça-feira, outubro 12

The Best Scene From Goya's Ghosts

muito muito muito

domingo, outubro 3

Nas nuvens

[perdi-o no cinema. vi-o hoje, em casa. actualíssimo:

glocal, desemprego, amor, casamento, família, relações...enfim. muito bom]

sábado, setembro 4

café e cigarros [e a cena dos primos]

[a rever. íssimo.]

segunda-feira, agosto 30

com a fabulosa Juliette Binoche

[quero ver. muito. muito. espreitem AQUI]

segunda-feira, maio 17

Being Julia

Amor. Obsessão. Vingança.


A ACTUAÇÃO DE UMA VIDA

«AS PAIXÕES DE JÚLIA conta-nos a história de uma bela e talentosa actriz de teatro, Julia Lambert (Annette Benning) me final de carreira na Londres dos anos 30. Os seus papéis, histórias de amor e animadas comédias sociais, são grandes sucesso, fazendo de Julia uma das mais amadas actrizes do seu tempo. Mas, o teatro, como na vida, as aparências são muitas vezes enganadoras. Julia atravessa uma crise de meia-idade e tanto o seu sucesso profissional como o seu casamento com Michael Gosselyn (Jeremy Irons) tornam-se banais e insatisfatórios. É então que conhece Tom Fennell (Shaun Evans), um belo e charmoso jovem americano, por quem se acaba por apaixonar. A vida torna-se então mais ousada e as suas 'performances' voltam a incendiar os palcos. Mas depois de desfrutar do seu dinheiro e das suas relações sociais, Tom dirige a sua atenção para Avice Crichton (Lucy Punch) - uma jovem actriz à procura de uma oportunidade no mundo do teatro. Aparentemente resignada perante os acontecimentos, Julia reúne todas as suas qualidades como actriz e astúcia a fim de tecer um plano brilhante para a sua vingança... »

...isto para dizer que está aí mais uma sessão do CINELITERÁRIO com Claudia Sousa Dias, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão, dia 21 de Maio, às 21.30 horas.

Adaptado do Romance "A Outra Comédia" de W. Somerset Maugham. Um Filme de István Szabó. No fim do filme, como sempre, a troca de ideias...

terça-feira, fevereiro 23

Cinema e Psicanálise: imagens reversíveis


«Quando vemos Cinema e o pensamos (de Chaplin a Fellini, de Hitchcock a Truffaut, de Welles a David Lynch, e assim sucessivamente encontramos um continente de sonhos. A Psicanálise é, como se sabe, uma forma de conhecimento que tem contribuído, e de modo decisivo, para a compreensão e interpretação dos fenómenos estéticos.
Pela sua natureza (imagem em movimento ) e pela sua estranheza (diluição das fronteiras entre o real e o imaginário), o Cinema revela-nos, de sessão para sessão, um mistério cheio de jogos de luz e sombra. Tal como o inconsciente. Conceitos fundamentais da construção freudiana, como prazer, realidade, conflito e representação, encontram não raras vezes uma réplica no trabalho cinematográfico. Esta perspectiva acolhe um diálogo com a tripartição das séries freudianas elaborada pelo filósofo Paulo Tunhas num texto recente, onde defende que “a própria natureza profunda da psique, e o pensamento que nela se desenrola, por mais originários que sejam só são pensáveis a partir dos critérios do pensamento vigil, isto é, do pensamento que, à partida, reconhece já o princípio da realidade”.
Num mundo feito de imagens reversíveis, reconhecidas como tal em função do princípio da realidade, construído a partir de afectos e sofrimentos, existem planos e fotogramas de incalculável valor simbólico. Trata-se agora de saber como se podem guardar.
Este curso procura, ao longo de dez módulos, pretende acompanhar alguns desenvolvimentos da relação entre filmes e olhares, uns e outros pontuados por ideias nucleares da Psicanálise.


A filmografia constitui apenas uma hipótese entre outras de filmes que reflectem ou testemunham as questões psicanalíticas formuladas em cada uma das sessões, centra-se fundamentalmente em obras clássicas, pode naturalmente ser ampliada e reflecte um gosto pessoal.»

[09 Mar - 18 Mai 2010 - das 21:30 às 23:30 - Terças - BIBLIOTECA DE SERRALVES]


Concepção: Eduardo Paz Barroso
Orientação: Maria de Fátima Cabral e Eduardo Paz Barroso
Moderação: Rui Mota Cardoso

Inscrições AQUI

terça-feira, janeiro 19

Cinema sem Paraíso


Na cidade “onde nasceu um dia a sétima arte em Portugal”, pela mão de Aurélio Paz dos Reis, é cada vez mais estranho falar-se de Cinema. E já que falamos nisso, importa referir que estamos como é lógico a falar do Porto, a urbe que outrora possuiu, à laia de exemplo, o cineclube mais dinâmico do país e cujo número de associados fidelizados nunca augoraria o estatuto presente de pré-moribundo a que chegou. Urge fazer algo, pois na verdade há ainda pessoas que o defendem com estoicismo e para cúmulo são visadas no seu bom-nome em plena praça pública. A propósito disso, convém relembrar que ainda recentemente alguns, em nome de uma associação criada à pressa, e em nome de supostas boas intenções, não conseguiram disfarçar a cobiça pelo património da instituição e se propuseram reabilitá-lo, angariando para o efeito as credenciais de gente insuspeita nesta matéria! Estaremos enganados ou atentos? Isso será outra película...

Das salas tradicionais sobejam apenas alguns néons simbólicos. A era do chulé de pipoca dos centros comerciais desritualizou a ida ao cinema, aquele dos filmes que víamos até ao intervalo e discutíamos expectantes a segunda parte no bar, provando um café de saco e conferindo uma assertiva tricadela num toblerone. Sim, esse mesmo, o cinema do Águia D’Ouro (são memoráveis as filas para o blockbuster indiano da época: “ O Passado Inesquecível”), do Batalha, do Olímpia, onde os tirones janotas de Domingo ansiavam pela matiné do engate, nem mais nem menos do que uma garina para trocar uns cuspes e até tinham a ousadia de nem saber se o filme era a cores! E depois veio a “classe conforto”, tal e qual o alfa-pendular, dos cinemas de “segunda geração”, alguns já mais deslocalizados da Baixa: Charlot, Foco, Pedro Cem, Passos Manuel, Lumiére e Nun’ Álvares, sendo que este é o único da lista em que já se vê luz no fundo do projector. Será exemplo único ou múltiplo? Talvez valha a pena acreditar que lá virá o tempo em que alguns dos espaços sobreviventes e não reconvertidos façam a travessia até à altura em que volte a ser moda, uma espécie de ritual vintage, ir à Baixa do Porto ver cinema. Até lá, contentemo-nos com o Fantasporto.

João Fernando Arezes

[post roubado quase na íntegra AQUI, no blog do Paulo Pimenta, onde há mais excelentes fotografias de sua autoria]